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Política

Grandes investimentos em campanhas eleitorais devem ser investigados afirma liderança política

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Em ano em que a crise financeira toma conta do País, mesmo com a necessidade de restrições de gastos, o Congresso Nacional triplicou os recursos do Governo Federal destinados aos partidos políticos, com a aprovação do Orçamento da União para 2015.

 

O chamado Fundo Partidário – verba destinada ao custeio dos partidos, definido conforme o tamanho de suas bancadas na Câmara – recebeu um aumento de R$ 578 milhões, graças a uma alteração no texto original do Orçamento 2015, proposto pelo Poder Executivo, em agosto do ano passado.

 

O projeto inicial do Governo previa o repasse de R$ 289 milhões. Com a ampliação do valor, sugerida pelo relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), o valor fixado para este ano ficou em R$ 867 milhões. Para o advogado, ex-vereador de Passo Fundo e liderança política do Partido Progressista (PP), Alberto Poltronieri, a decisão é um contrassenso ao que acontece no Brasil e contraria a vontade popular.

 

Para ele, questões como os gastos com campanhas eleitorais deveriam ser bancados, principalmente, pelo próprio candidato, enquanto as aplicações por parte do partido deveriam ser feitas com recursos dos filiados.

 

De acordo com Poltronieri, cada partido deveria bancar suas campanhas partidárias com o valor arrecadado das contribuições de seus filiados. Para ele, a medida reduziria, inclusive, os casos de compra de voto. O progressista defende que os órgãos federais devem investigar grandes investimentos financeiros durante as campanhas eleitorais para identificar a origem do dinheiro.