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Geral

Rio Grande do Sul luta contra herança de saques aos cofres públicos: pai rico e netos pobres

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Diversos ouvintes, participando da programação da Rádio Uirapuru, fizeram referência ao Blog do comunicador JG, no Portal Uirapuru, que falava sobre as razões que mantém a máxima: “Pai rico, filho nobre, neto pobre”. Um conceito tão arraigado, que teria sido transferido para a postura dos governantes gaúchos, que por gerações vêm saqueando os cofres públicos. Para aprofundar o assunto, falou aos microfones da emissora o psiquiatra Carlos Hecktheuer.

 

Ele como filho de bancário e professora, diz que sempre, desde cedo teve que trabalhar e passou essa forma de ver a vida, aos seus filhos. No entanto, confirmando o que disse o comunicador JG, registra que, realmente, a primeira geração é sempre de muito trabalho, por isso apta a perceber as dificuldades e complexidades da vida. E graças a esse esforço, para amealhar patrimônio e segurança para sua família, têm os pés no chão. Assim eram criados os avós da atual geração. Já os filhos foram mais poupados, o que refletiu na falta de ímpeto e os netos, por sua vez, foram jogados ao vento, sem compromisso, ideologia ou mesmo projetos de vida. Desrespeitando o esforço dos pais e avós.

 

Postura, que segundo ressalta, infelizmente é repassada ao Rio Grande do Sul. Onde há duas ou três décadas atrás, existia o sentimento de tradição, de ideologia forte e de respeito aos gaúchos. Mas, devido aos constantes desmandos e falta de objetivos dos últimos gestores, apresenta aos gaúchos de hoje, um Estado empobrecido, sem ter o que oferecer aos netos de agora e, mais preocupante, a geração futura.

 

Para o especialista, embora a situação seja preocupante, a atual prática de passar a mão na cabeça não resolve. Tanto na vida em família, quanto na vida pública é preciso examinar, investigar e descobrir o porque os netos e o Rio Grande caminharam nessa direção. E o remédio, conforme frisa, é amargo, mas tem que ser tomado. Lembrando que o livre arbítrio é a possibilidade da escolha e que mesmo quando ela é errada, pode ser trabalhada. Por isso dá o seguinte conselho: lutar e lutar sempre, pela busca do melhor.