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Geral

Informar que é doador é o melhor caminho para aumentar o número de transplantes afirma especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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No Emoção e Afeto, Comportamento, desta semana, o tema debatido foi a doação de órgãos. Participando no estúdio o psiquiatra Érico Hecktheuer e o responsável pelo setor de transplantes hepáticos do Hospital São Vicente de Paulo, o médico Paulo Reichert. Há 15 anos realizando transplantes, o especialista revela dados alarmantes: o número de doações tem reduzido na cidade.

 

Segundo informa, em 2013, existiu a chance de se realizar 27 doações, caracterizadas pela morte encefálica dos pacientes, no entanto 18 famílias se negaram a doar os órgãos dos entes falecidos e apenas nove concordaram com a utilização dos órgãos para transplantes. Em 2014 foram realizados 12 transplantes de fígado, 12 transplantes de rins e 58 de córneas na instituição.

 

No que se refere a fígado, Dr. Paulo Reichert registra que, neste ano, foram realizados cinco transplantes e cinco pacientes morreram na fila de espera. Hoje no Brasil, conforme salienta, 40 mil brasileiros aguardam algum tipo de transplante. Em Passo Fundo, 148 pessoas esperam por órgãos.

 

Destes, 50% tem a chance de conseguir doações. No Brasil as estimativas mostram que para cada 1 milhão de habitantes existem 12 doadores, já na Espanha, que detém o recorde de doações, o número sobe para 35 doadores para um milhão. Ele explica que a autorização para doação ocorre em um momento crítico, em que as pessoas estão fragilizadas e que a melhor medida é que se converse sobre isso com os familiares em vida, deixando claro a sua opção.

 

Além disso, ter uma equipe hospitalar preparada também auxilia o processo. O médico conta que após a doação, a sensação das famílias que optam pelo ato de solidariedade é muito positiva. Em contrapartida, em muitos casos, onde houve a negação da doação o sentimento é de remorso. Por isso ele ressalta que é essencial que se observe que ninguém está livre de precisar de um órgão, um amigo ou um parente.

 

Outro aspecto abordado foi o econômico, em que o médico ressalta que o custo de um doente crônico, para o SUS é muito maior do que a realização de um transplante.

 

Respondendo, ainda, a questionamentos sobre o processo de doação ele reforça que a Central de Transplantes, ligada ao Ministério da Saúde, é um órgão sério e que não há possibilidade de fraudes. No País, atualmente, a fila não segue ordem cronológica, mas sim de estado de saúde dos pacientes. Participando do programa, o ouvinte Leonardo, deu um emocionado depoimento sobre doação, contando a alegria que sentiu ao saber que a sua doação de medula irá resultar na chance de melhorar a vida de alguém.