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Geral

Mãe: uma história de amor

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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“Ser mãe é ter para sempre o coração batendo fora do peito”. A frase de autoria desconhecida é usada por muitas mulheres para definir o que é ser mãe. Esse amor inexplicável não é novidade. Eveline Kaufmann descobriu essa alegria aos 35 anos. Para ela, ser mãe sempre foi um sonho que em 2013 ela iria realizar, mas um acidente adiou o plano.

 

O acidente

Era véspera de carnaval. Eveline e o marido tinham ido levar amigos em casa e optaram por usar a perimetral para evitar o trânsito no centro da cidade. No caminho, um motorista com 8.4 de graduação alcoólica bateu no carro deles. Todos ficaram muito feridos. Eveline teve os ossos da pelve triturados, passou por quatro cirurgias, colocou 8 parafusos na região da pelve e coluna, teve duas paradas cardíacas, osteomelite (infecção grave nos ossos) e ficou 72 dias internada no Hospital São Vicente de Paulo. O prognóstico médico é de que ela ficaria 7 meses sem caminhar. Com muita dedicação e apoio de profissionais, quatro meses após o acidente, Eveline deu, pela segunda vez na vida, seus primeiros passos. “Consegui enfrentar tudo isso pela fé e apoio dos familiares que foi muito grande. Os amigos também vinham e até fizeram rifas para ajudar com os gastos”, revela.

 

A recuperação

Depois do acidente, os médicos afirmaram a Eveline que o sonho de ser mãe precisava ser adiado. “No início falaram que eu não poderia ser mãe, teria que aguardar o quadro evoluir muito bem. Tenho 6 parafusos na região da pelve, mais dois na coluna. Não poderia ter, em hipótese nenhuma, parto normal”, conta.

Com o passar do tempo, os médicos disseram a ela que até poderia engravidar, mas precisaria de muito cuidado para não entrar em trabalho de parto e não ganhar muito peso, devido aos problemas na coluna.

 

O sonho

“Quando soube que estava grávida a emoção foi muito grande”, disse Eveline com os olhos cheios de lágrimas. Junto com a felicidade, veio à preocupação. Ela tinha feito raio-X, usou morfina e medicação faixa preta e tinha muito receio de como seria a gestação. “Foi um gravidez de risco, mas tivemos um acompanhamento médico, de infectologista, equipe de trauma, ginecologia. Uma gestação bem acompanhada e conseguimos realizar esse sonho. Hoje estamos com o bebezinho de 14 dias. Não foi fácil, mas conseguimos. É um sonho que se tornou realidade”, comemora.

 

Duas vidas

Nos últimos dois anos, Eveline ganhou duas vidas. Nasceu de novo depois do grave acidente em 2013 e deu vida ao filho, Henrique Marques Kaufmann. Mais de uma vez, ela se emociona e celebra o primeiro dia das mães com este presente que, para ela, é divino, “tive um presente de Deus de ter a vida e agora de dar a vida. Fui abençoada duas vezes”.