Reflexos da imigração: haitiana está morando na Rodoviária de Passo Fundo há uma semana
Já há alguns anos Passo Fundo, por ser cidade refúgio e contar com um posto da Polícia Federal, tem se tornado destino de imigrantes, de diversos países, dentre eles Senegal, Haiti e Bangladesh. Situação agravada, nos últimos dias, pela decisão do governo do Acre de enviar para outros estados às centenas de imigrantes que entram no Brasil, pela fronteira daquele estado. Ônibus têm chegado a Santa Catarina e também ao Rio Grande do Sul. O reflexo é o caso de uma haitiana, de nome Marie Guslaine Louime, de 34 anos, que há seis dias está morando na Estação Rodoviária de Passo Fundo. Passando frio e fome, ela chamou a atenção de quem trabalha no local.
A reportagem da Rádio Uirapuru esteve visitando o local e conferiu a veracidade das informações. Sozinha, sem falar português, ela que já foi abordada pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social, mas por medo e desconhecimento, não aceitou o auxílio e não mostra os documentos para ninguém. Nas filas dos guichês para compra de passagens, ela aborda as pessoas, pedindo um bilhete para Santa Catarina, mas não explica se lá têm parentes ou qual a cidade de destino. A única coisa que ela afirma, conforme informou Marcos Pires da Abordagem Social, que a encaminhou ao Albergue Municipal, na terça-feira dia 26, é que espera um primo chamado Fransique. Ela fala apenas o haitiano crioulo, o que dificulta a sua comunicação.
Já de acordo com Eduardo Camargo, responsável pelo Albergue, Mari esteve no local, mas não quis permanecer, pois queria esperar o primo na Rodoviária. Ele conta que ela foi assaltada, logo que chegou, mas a Polícia obteve seus documentos de volta.
Após a divulgação do caso na Rádio Uirapuru, a Brigada Militar foi até a Rodoviária. O tenente Daison, conseguiu que a haitiana se acalmasse e garantiu que irão entrar em contato com a Polícia Federal, para saber a origem da imigrante e, ainda, estará encaminhado Marie a Secretaria de Cidadania e Assistência Social.