Jovem alega ter vingado morte de irmão e telefona avisando a polícia
A vila Victor Issler, em Passo Fundo, foi palco, na noite de ontem, de um homicídio praticado por vingança, onde o autor telefonou para o 190 da Brigada Militar assumindo a autoria do crime, alegando que agiu por vingança: “ele havia matado o meu irmão”. A Sala de Operações do 3º RPMon da Brigada Militar foi alertada de que havia um homem ferido na rua José Pacheco, próximo a escola da vila.
Uma guarnição foi ao endereço, onde os PMs encontraram a vítima José Roberto Rodrigues Andrade, o Chico Preto, 48 anos, envolto numa poça de sangue e agonizando. Ele estava ferido com várias facadas, principalmente no abdômen. A vítima foi socorrida e conduzida para o hospital da Cidade-HC, onde morreu enquanto recebia os primeiros socorros.
Meia hora após, a Sala de Operações recebeu um telefonema, através do 190, do autor do crime. Ele se identificou como Lindomar Martins Ely, o Goteirinha, 22 anos, afirmando que havia agido por vingança, pois o Chico Preto havia matado o seu irmão, Luiz Fernando Martins Ely, o Nenê, 29 anos. O crime ocorreu no dia 6 de janeiro último, nos trilhos de rede férrea, na vila Victor Issler, onde o Nenê foi morto com 12 facadas.
Após o telefone, uma guarnição da BM foi até a vila e conduziu Lindomar Martins Ely para a Delegacia de Pronto Atendimento da Policia Civil. Ele foi ouvido pela delegada Rafaela Bier alegando que José Roberto Rodrigues Andrade foi até a frente da sua casa armado com uma faca, onde tiveram uma discussão, pois a vítima teria dito que foi autor da morte do Nenê. Segundo a sua verão, eles entraram em luta corporal momento em que conseguiu tomar a faca da vítima e o esfaqueou com vários golpes. Como não houve flagrante, o Lindomar Martins Ely, prestou depoimento e foi liberado.
Porém, o chefe de investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Desaparecidos-DEHD, inspetor Volmar Menegon revela que o Chico Preto teria sido na verdade testemunha da morte do irmão do acusado. O autor da morte do Nenê foi identificado como Jackson Dias Menezes, 19 anos. Ele foi indiciado pela delegada Daniela de Oliveira Mineto e o caso está tramitando no Poder Judiciário. Lindomar Martins Ely deve ser ouvido novamente e vai ser indicado por homicídio.