Para empresário, Plano de Proteção ao Emprego não será suficiente para conter demissões
Lançado por medida provisória na última segunda-feira, o Plano de Proteção ao Emprego, é uma estratégia do Governo para frear os efeitos da crise econômica e o desemprego. Pela proposta as empresas poderão reduzir a jornada de trabalho e o salário dos trabalhadores em até 30%. A União vai financiar a manutenção do emprego, arcando com parte do salário (até 15% ou 900 reais) para que as empresas que aderirem ao programa não demitam seus funcionários.
As empresas e os trabalhadores deverão fixar a decisão, em aderir ao Plano, por um acordo coletivo específico em que a empresa deverá comprovar situação de dificuldade econômico-financeira. O período de validade para a utilização do programa não poderá ultrapassar 12 meses. No final do período o vínculo trabalhista será obrigatório por prazo equivalente a um terço do período de adesão.
Ao analisar essa medida o diretor da Federação Nacional de Distribuidores de Veículos (FENABRAVE), Renato Beloti, salientou que o setor industrial deverá ser o maior beneficiado, pois é o que mais está enfrentando dificuldade na manutenção dos empregos devido à crise econômica. Ele ressaltou que as montadoras de veículos já tentaram férias coletivas e até planos de demissão voluntaria para seguir produzindo. No entanto, como a queda nas vendas o desemprego no setor é uma realidade inevitável, apesar dos esforços do Governo em oferecer esse incentivo.
O empresário acrescentou, ainda, que o setor automotivo recebeu incentivos nos anos anteriores para vender mais e fazer a economia do País crescer. Com isso, foram atraídas outras grandes montadoras que viram no Brasil um mercado em evidência. Diante da crise esses investidores vão levar mais tempo para ter retorno nos investimentos.