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Política

Senador Lasier: PDT deve deixar de pensar em cargos e sair do governo de Dilma

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O senador Lasier Martins (PDT/RS) vai insistir para que o partido deixe a base do governo da presidente Dilma Rousseff e que entregue os cargos que ocupa atualmente. A afirmação foi feita durante entrevista na Uirapuru, onde se posicionou contrário a nomeação do seu colega de partido, o deputado Afonso Motta, como ministro do trabalho e emprego. “Não temos nada para fazer nesse governo. Só para atender interesses de 40 ou 50 carguistas não podemos comprometer nosso partido com uma administração sem nenhuma credibilidade”, destacou.

 

 

Nova forma para reajuste dos aposentados

 

 

O governo deveria economizar em outros setores. Gasta demais com 39 ministérios, 24 mil cargos em comissão, escândalos, corrupções. Os aposentados estão sofrendo com perdas nos salários há muitos anos. A cada 10 aposentados, 7 recebem apenas o mínimo. O governo foi derrotado. Mas é melhor assim do que continuar com o arrocho de longa data.

 

Impacto na previdência

 

 

A presidente Dilma pode vetar parcialmente essa mudança, alegando o impacto de R$ 9 bilhões/ano nas contas do governo e o enfraquecimento do ajuste fiscal. Isso ocorre por improvidência de um governo fracassado, que teve crescimento pífio no último ano, de 0,23 pontos e que nesse ano deve ficar abaixo de zero. O desemprego cresce, a inflação está chegando a dois dígitos e mais uma vez Dilma quer sacrificar os aposentados. Essa é a realidade. Aprovamos no Senado uma política de reajuste até 2019 e estamos nos preparando para derrubar um eventual veto ao projeto.

 

O exemplo da Grécia

 

 

Realmente o Brasil vive a pior fase econômica dos últimos 40 ou 50 anos. Nunca houve situação igual, com relação ao déficit público. O que nos ajuda é a reserva monetária 351 bilhões de dólares e isso nos garante por um bom tempo, diferente do que ocorreu na Grécia. Temos tempo para repensar novas políticas.

 

 

Crise da dívida pública do RS

 

O nosso pobre governo gaúcho não tem a quem recorrer. A capacidade de endividamento está esgotada, a arrecadação é cada vez mais baixa, não há mais depósitos judiciais. Aonde se enxerga algum recurso, o governo tem que avançar. Estamos apresentando uma proposta no Senado para a renegociação da dívida do RS com o PASEP, já que o recurso foi usado para pagar contas do governo e não foi repassado para a União. Sobre a gigantesca dívida com o governo federal, que hoje supera os R$ 40 bilhões, não vejo muita esperança em renegociar nesse momento.  Estamos mobilizando junto com os senadores Paim e Ana Amélia, mas é muito difícil. Não podemos esquecer que jamais será feita com o RS tão somente. São 9 estados nessa situação e um governo federal como o que está aí, desprovido de recursos, não tem como atender a essa reivindicação.

 

 

PDT fora do governo Dilma

 

Dos seis senadores da nossa bancada, cinco são contrários à permanência. Sou contra há mais de um ano, desde quando entrei no partido para concorrer. Já foi vaiado por carguistas, mas não desisto dessa posição. Na próxima terça-feira ocorrerá uma reunião no diretório nacional, em Brasília e vou votar na saída do governo e entrega imediata dos cargos. Estamos participando de um governo fracassado, com 9% de credibilidade junto à população brasileira. Nós não temos nada o que fazer. Nunca tivemos, só para atender interesses de 40 ou 50 carguistas, a verdadeira praga da política. Isso compromete um partido limpo, que não está nos escândalos da Lava Jato e atua como mero coadjuvante desse governo do PT que está aí. 

 Afonso Motta no Ministério do Trabalho

 

Eles estão tentando uma mudança estranha e incompreensível, que é tirar o Manuel Dias para colocar um deputado, o Afonso Motta como ministro. Mas a troco de que? O Ministério do Trabalho está esvaziado, sem recursos e não é ouvido para nada. Assim como o PDT que é chamado apenas para dizer amém. Falei com Afonso recentemente e ele me disse que vai atender o que o partido decidir. É evidente que um convite para ser ministro sempre ilude a pessoa, atende vaidades e etc. Vou esperar pela reunião na terça e mais uma vez votar contra.