Sucateamento do IPE preocupa servidores e médicos que atendem pelo sistema
Durante a programação da Rádio Uirapuru, ontem (27), muitos ouvintes participaram falando do sucateamento de órgãos públicos e especialmente da situação preocupante pela qual passa o Instituto de Previdência do Estado –IPE. A maioria concordando que não há como negar a responsabilidade dos sucessivos governos e gestores no momento em que chegou o IPE, com o descontrole na sua administração e situações como os contratos lesivos com as prefeituras e instituições de saúde, por exemplo.
Com déficits desde 2011, de acordo com relatório do Tribunal de Contas do Estado, a dívida do instituto já chegaria a mais de R$ 3 bilhões de reais. Mas muitos servidores questionaram onde estaria indo o dinheiro, pago por eles, em dia? Frisando que irão combater a política de desmonte, de precarização e de privatização do IPE.
Para a professora aposentada, Alcíone Jordão, que paga o plano também para sua família, tendo descontando de sua folha cerca de R$ 500 reais, a solução é que o Governo reveja o valor pago pelos serviços e acerte as contas. Pois não é justo que quem contribui tenha que pagar diferenças e demore meses para obter uma consulta.
Já o médico oftalmologista Claucir Tamanho, ressaltou que muitas vezes a comunidade, que desconhece a situação, vê o médico como vilão. No entanto, ele revela que das 40 consultas disponibilizadas pelo IPE, no mês, o médico recebe apenas 15 e os valores a serem repassados por cirurgias estão atrasados desde agosto do ano passado.