Hepatite: forma crônica é silenciosa e a mais perigosa de todas
Ontem, dia 28 de julho, foi o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais.Elas são doenças silenciosas, causadas por vírus que provocam lesões no fígado. Podendo levar a males como cirrose e câncer, o Ministério da Saúde considera a doença um grave problema. Suas formas são classificadas por letras do alfabeto: hepatite A, B, C, D e E.
Para as hepatites A e B existe imunização, a primeira para crianças entre um e dois anos e a segunda, em três doses, para quem tem até 49 anos. As duas vacinas podem ser tomadas durante todo o ano nos postos de vacinação do Sistema Único de Saúde – SUS. Para a Hepatite C não existe vacina, sendo considerada a sua forma crônica.
A médica e hepatologista Raquel Scherer de Fraga, explicou que a hepatite viral não está relacionada com a idade das pessoas, sendo que a crônica é a mais perigosa e preocupante. Conforme a médica o vírus da Hepatite C transmite-se, por via sanguínea, bastando uma pequena quantidade para transmiti-lo, se este entrar na corrente através de um corte, ferida, ou na partilha de seringas. A transmissão por via sexual é pouco frequente e o vírus não se propaga no convívio social.
Ela esclarece que, de todas as hepatites, a C é a mais perigosa, porque nem sempre apresenta sintomas e estes quando ocorrem, são detectados em fase adiantada. Os casos de Hepatite C preocupam o Governo Federal, que está convoca todos aqueles com mais de 40 anos, que realizaram procedimentos cirúrgicos, receberam doação de sangue, ou fizeram tatuagem antes de 1993, para que procurem o posto mais próximo para fazer a testagem. O Ministério da Saúde lançou ontem (28) um novo protocolo para o tratamento da doença com 90% de chance de cura.