Para padre acolhida humanitária é a melhor maneira de tratar os imigrantes
Choque, pena e tristeza foram os sentimentos de quem viu a trágica foto de uma criança síria morta em uma praia na Turquia, quando tentava buscar refúgio. Doze refugiados que viajavam em duas embarcações morreram na quarta-feira (2). Os corpos das vítimas, incluindo o de Aylan Kurdi, de 3 anos foram vistos na areia. Acredita-se que os passageiros sejam sírios que escapam de uma guerra civil que já matou mais de 200 mil pessoas.
A rota por mar é curta, mas perigosa. Estima-se que, só no mês passado, cerca duas mil pessoas tentaram cruzar Turquia e Grécia por essa via. Mas o que questionam os veículos da mídia e agências humanitárias é até quando a Europa deixará que centenas de pessoas, desesperadas, morram em seus mares e praias? E em contra partida, o que devem fazer países que também apresentam dificuldades financeiras.
Falou sobre o assunto na Rádio Uirapuru, o padre Aldino Barth. Ele ressaltou que o momento é de acolhida, mesmo que seja para se dividir o pouco que se tem. Que tanto a Organização das Nações Unidas (ONU), quanto os governos devem criar programas de recepção e destinação destes imigrantes.
O padre, frisou também, que a Europa não deve esquecer que há anos atrás despejava em países como o Brasil, navios e navios de imigrantes, imigrantes estes que formaram o Rio Grande do Sul. Por isso, como acontece aqui com a chegada de africanos e haitianos, a melhor resposta no momento é a acolhida humanitária.