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Educação

Uma Universidade de muitos sotaques

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Recentemente a Fundação de Economia e Estatística (EFE) divulgou dados apontando que a taxa de formação de mestres foi a maior do país nos últimos 15 anos. De acordo com a pesquisa, a quantidade de mestres formados aumentou 165% entre 2000 e 2013, e a formação de doutores cresceu 320% no mesmo período. Esses números também se refletem nas Instituições de Ensino Superior que oferecem programas de pós-graduação e a região Sul do país é uma das que mais recebe novos alunos. A Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio da Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (VRPPG), está dentro desse contexto. Com 14 programas de mestrado e quatro doutorados, tem recebido, a cada ano, mais alunos vindos de outros estados e até do exterior.

 

Ainda em 2012, na última pesquisa feita com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), havia ficado claro também que a procura por cursos de mestrado e doutorado está saindo do eixo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Enquanto a média nacional de crescimento dos títulos de mestrado foi de 126%, o aumento foi de 82% no Sudeste. Nas demais regiões, o índice foi maior: Norte, 341%; Centro-Oeste, 233%; Sul, 184%; e Nordeste, 179%.

 

O estudo também apontou que o número de mestres e doutores formados no país mais que quadruplicou entre 1996 e 2011, chegando a 55 mil pessoas.

 

Para o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Leonardo José Gil Barcellos, a chegada cada vez maior de alunos de outras localidades é o reflexo do crescimento e da qualificação dos cursos de pós-graduação e das pesquisas realizadas pela Instituição. “Temos buscado a qualificação não somente dos cursos, mas da nossa pesquisa como um todo e o reconhecimento acontece tanto aqui no Brasil quanto no exterior”, pontua.

 

Reconhecimento que vem de perto e de longe

Nos programas da Universidade, é possível verificar essa realidade. No Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA), por exemplo, quase 30% dos alunos são oriundos de outros estados, como Santa Catarina, Paraná, Sergipe e Maranhão. Outros programas também recebem alunos que percorrem quilômetros para buscar conhecimento e qualidade de ensino, como o mestrado e o doutorado em História (PPGH), que têm em seu corpo discente estudantes de Belém, Juazeiro do Norte e São Luiz do Maranhão.

 

Além de receber alunos de outros estados, principalmente de Santa Catarina e do Paraná, alguns programas também contam com a presença de estrangeiros. É o caso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia (PPGEng), que, nos últimos quatro anos, teve alunos da Bolívia, Colômbia e Portugal.

 

Nathanyelle Soraya Martins Aquinho é tecnóloga em alimentos. Formada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, ela viu no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA) da UPF uma oportunidade para complementar a formação. “Ainda não temos cursos de mestrado na área, por isso, procurei em outros estados. Vi que o edital estava aberto e me inscrevi. Pesquisei sobre a Universidade de Passo Fundo e vi que tinha uma boa reputação. Consegui uma bolsa da Capes e isso ajudou bastante para que eu viesse. Além disso, fui estimulada pela minha orientadora, que, desde o processo de seleção, se mostrou bastante prestativa e me incentivou a vir”, conta.