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Geral

Rádio: um veículo popular que resiste a novos meios de comunicação

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O dia 25 de setembro é conhecido como o Dia do Rádio. A data é do nascimento de Roquete Pinto, o pai do rádio brasileiro. Ele fundou a primeira emissora do Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A primeira transmissão radiofônica no país ocorreu no ano anterior, em 7 de setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência. Na ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente Epitácio Pessoa.

 

A história

O rádio iniciou de uma forma muito diferente de como se conhece atualmente. Ele era um instrumento de comunicação de uma pessoa para outra. A história mais divulgada é de que um italiano que morava em Londres, chamado Marconi, teria feito a primeira experiência de rádio. O doutor em Comunicação, professor da UPF, Otávio Klein, afirma que cronologicamente quem realizou a primeira experiência foi um brasileiro, de Porto Alegre, o Padre Landell de Moura, “na época, o padre não tinha recursos para fazer o registro da patente e, Marconi o fez”.

Aos poucos o rádio começou a ser utilizado entre navios. A primeira emissora de rádio do mundo surgiu em 1919 na Inglaterra.

 

Época de Ouro

As primeiras emissoras surgiram como uma rádio clube, composta por um grupo de pessoas que tinham condições econômicas para comprar os receptores e transmissores de rádio. De acordo com o professor, o veículo se popularizou na década de 30, quando foi permitida a publicidade no rádio que antes ela era proibida.

“A década de 1940 no Brasil é conhecida com a Época de Ouro do Rádio, mas cabe uma ressalva, na nossa região, até 1950 existia apenas uma emissora de rádio que surgiu em 1946. Em Passo Fundo a Época de Ouro chegou bem depois, porque não existiam emissoras nem acesso a tecnologia no interior do país”, explica.

 

O poder do rádio

Mesmo com o avanço das tecnologias, o rádio continua sendo o preferido de muitos por ser mais próximo e instantâneo. Quando a televisão surgiu, havia a ideia de que ela poderia substituir o rádio, o que não aconteceu e, conforme o doutor em Comunicação não deve ocorrer com novas tecnologias. “Nenhuma substituirá a outra. Cada uma tem seus espaços, cada uma tem seus amantes, tem seus investidores. Mesmo que surjam novas tecnologias, mais novidades depois da internet, não é ela que vai acabar com a anterior. Todas vão se adaptando, se recriando. O rádio ainda continua e continua o preferido para muitos”, disse ele. O doutor em comunicação lembra que o rádio foi muito utilizado para a política, refletindo na sociedade, “no período da segunda guerra mundial, nos anos 40, o rádio serviu para convencer a sociedade brasileira a participar da guerra. Nos Estados Unidos também. O rádio sempre teve muito impacto de fato nos rumos da sociedade”.