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Saúde

Memória: cérebro ativo para manter as lembranças no lugar

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O cérebro, como qualquer parte do corpo humano também envelhece e vai dando sinais disso. Na pele, percebemos o desgaste da idade na presença de rugas, já no cérebro, esse envelhecimento pode ser percebido com a perda de memória. A diferença é que em alguns casos, esse não é apenas um sinal da idade, mas um sintoma de demência. A mais comum é a demência de Alzheimer, que tem, entre suas principais características, a perda de memória.

 

No tema do programa Emoção e Afeto, Comportamento da última terça-feira (29) o psiquiatra Erico Heckteuer e o neurologista Cassiano Forcelini falaram sobre o funcionamento da memória. Cassiano explicou que a memória está em várias partes do cérebro e é a comunicação entre os neurônios.

 

De acordo com o neurologista, são duas as formas de se memorizar alguma coisa: a repetição ou marcando emocionalmente a informação.  Ele explica que o sono é fundamental para consolidar a memória, em especial o sono da segunda metade da noite, quando se sonha.

 

O neurologista ressalta que o Alzheimer é uma doença degenerativa e na maioria dos casos não tem origem genética. Conforme Cassiano, há indícios de que manter a atividade física e mental possa auxiliar na prevenção da doença. O médico reforça que, por outro lado, é possível evitar a demência vascular, quando as pessoas ficam esclerosadas por múltiplas isquemias cerebrais.

 

Cassiano alerta para o uso indiscriminado de medicamento faixa preta causa perda de memória a curto, médio e longo prazo por ser um depressor do sistema nervoso central. O neurologista explica que o prejuízo deste remédio é semelhante ao do álcool se diferenciando apenas pela perda de neurônios que o álcool causa.