Utilizar detentos como mentores pode ser opção para ressocialização de presos
Um novo programa de ressocialização de presos tem chamado atenção nos EUA. A juíza e criminalista Laurie White, após anos frequentando prisões, chegou à conclusão de que a melhor forma de trazer os apenados para a sociedade é buscar nos colegas de cela a força necessária.
Ela explica que muitos têm importantes lições para ensinar e podem atuar como mentores e ainda substituindo a figura paterna. O programa se destina apenas a condenados a menos de 10 anos de prisão, porque esses irão voltar para a sociedade mais cedo.
O índice de reincidência no crime, no país, é de 77%, de acordo com um estudo do Departamento de Justiça. Entre os prisioneiros que participam do programa, esse índice é de 20%.A proporção é parecida com o que ocorre no Brasil.
Dados de 2014 do Conselho Nacional de Justiça mostraram que o índice de reincidência é de 70%. Para o advogado Osmar Teixeira, esse é um bom exemplo e no Brasil, em muitas instituições antigos detentos tendem a voltar como monitores. Esta seria uma opção para tentar de fato ressocializar a população carcerária.
No modelo americano o mentor coordena os estudos do pupilo, do primeiro ao segundo grau – uma espécie de curso supletivo, que rende um diploma. E, o mais importante, se encarrega de um curso profissionalizante, no qual ele é o professor.