HSVP celebra Dia Mundial da Prematuridade
Referência no cuidado de prematuros, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, através das equipes do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) Pediátrico Neonatal e Unidade de Cuidados Intermediários (UCINCO), celebrou nesta terça-feira, 17 de novembro o Dia Mundial da Sensibilização pela Prematuridade. As equipes organizaram uma missa na Capela do HSVP, onde profissionais e famílias de prematuros celebraram a vida, mesmo com as dificuldades enfrentadas devido o nascimento prematuro e o período de internação no Centro de Tratamento Intensivo Neonatal. O encontro emocionante também serviu para agradecer os profissionais e sensibilizar a comunidade sobre a prematuridade.
A psicóloga Débora Marchetti ressalta que o Dia Mundial da Prematuridade tem o intuito de alertar sobre o crescente nu?mero de partos prematuros e informar sobre as conseque?ncias para o bebe?, sua fami?lia e a sociedade. “Durante a missa, o celebrante Padre Rudi Aloysio Hippler, abençoou roupas e objetos que os pais trouxeram de seus filhos que permanecem internados no CTI e falou sobre a importância da fé, indiferentemente do credo, para que os pais sigam firmes nesta caminhada, aguardando a alta dos bebês”, pontua. Ela informa ainda que “os nascimentos prematuros sa?o responsáveis por quase metade das mortes de recém-nascidos no mundo. No Brasil, 11,7% do total de nascimentos acontecem antes de 37 semanas de gestação, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU)”.
Presença que traz esperança
Também estiveram na missa familiares e crianças que já passaram pelo CTI e que hoje estão bem. Júlia Rita Piva a menor prematura a nascer e sobreviver no HSVP, que veio ao mundo com 480 gramas, hoje com quase dois anos brincou e correu com Maísa Giongo, que nasceu com 600 gramas e hoje está com dois anos. As duas são exemplos de superação e de crianças que passaram pela prematuridade extrema e estão bem , com qualidade de vida.
As mães Flávia Piva e Lucielle Giongo emocionadas, passaram esperança para os pais que estão com filhos recebendo cuidados no CTI. “Nossa participação vem fortalecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais do HSVP. Enquanto não passamos por esse mundo, não sabíamos o que era prematuridade, a gente desconhece esse ambiente. Quando a Júlia nasceu com suas 480 gramas é que passamos a conhecer e vivenciar esse mundo. Foram 147 dias de luta, de aprendizado, vivendo dia após dia, as vezes muito sofrido outros alegres. O mais emocionante é que a minha fé e a vontade de ter ela eram tão grandes que hoje estamos aqui para agradecer”, conta Flávia, destacando ainda que sua história serve de exemplo para as mães e pais e também para que as pessoas olhem os prematuros com mais humanidade, como crianças normais que podem superar seus limites.
Assim como Flávia, Lucielle também veio para agradecer e homenagear os profissionais do HSVP. Ela enfatizou que a equipe foi fundamental durante os 120 dias que passaram no CTI. “É muito doloroso porque a gente espera que a gestão vá até o final. Não conhecemos o mundo dos prematuros, ainda mais como a Maísa, prematura extrema, então o apoio dos profissionais, cuidando dela e nos dando suporte foi importantíssimo. Após a alta hospitalar também contamos com o Ambulatório dos Primeiros Passos do Prematuro, que nos auxiliou e mostrou que eles podem se superar a cada dia e viver com qualidade”, destacou Lucielle contando que muitas vezes ia até a capela chorar e que hoje voltada para agradecer. “ Esses pais precisam ter fé e confiar na equipe. A Maísa e a Júlia são exemplos que que os prematuros podem ficar bem e viver como uma criança normal”.