Casos de microcefalia envolvendo zyka vírus ainda não foram registrados no Estado
O Ministério da Saúde informou esta semana que já foram notificados 739 casos suspeitos de microcefalia em 160 cidades de nove estados do País. A principal hipótese para o surto é o contágio por zika vírus – identificado no Brasil pela primeira vez em abril deste ano.
A maioria dos casos está no Nordeste do Brasil, mas especialistas afirmam que como o mosquito transmissor é o Aedes Aegipty, o mesmo da dengue, é só uma questão de tempo até que o zyka vírus chegue a todas as regiões do Brasil.
O neurocirurgião do Hospital da Cidade, Alex Roman, explicou que a microcefalia tem como característica o crânio e o cérebro da criança muito pequenos. Ainda que sem confirmação científica, o zyka vírus é um dos fatores que podem causar o problema, mas não o único. Uso de drogas, álcool ou quando a mãe é infectada por bactérias e vírus seriam outros indicadores. As causas mais comuns são a toxoplasmose e a rubéola.
O médico destacou que não existe tratamento, mas é possível minimizar as sequelas com acompanhamento pediátrico e neurológico. A microcefalia só pode ser diagnosticada após o nascimento. Durante o pré-natal, exames como ecografia, por exemplo, são capazes de apontar uma alta probabilidade para a má-formação.
O zyka vírus não tem registro no Rio Grande do Sul, mas casos de microcefalia, ligados a outros fatores já foram diagnosticados na cidade. Ele afirmou que , por enquanto, a única forma de se proteger é evitar a proliferação do mosquito da dengue e ficar atento a sintomas como febre repentina e manchas avermelhadas pelo corpo, procurando um médico se isso ocorrer.