Para ouvintes declaração de Sartori não foi equivocada: servidores estão em vantagem frente à onda de demissões
Em manifestação pública, na semana passada, o governador, José Ivo Sartori, revelou conversa que teve com servidores estaduais, onde usando de sinceridade pegou de surpresa aos presentes. Ele disse que os funcionários deviam dar graças a Deus que têm estabilidade, dizendo que devido à crise financeira do Estado, os servidores deveriam ajudar o Governo do Estado ao invés de protestar contra o recorrente atraso, parcelamentos e baixos salários.
Sartori disse, ainda, que os servidores recebem todo o mês e têm estabilidade, enquanto que na iniciativa privada aumenta cada vez mais o número de desempregados, sem perspectivas de novas oportunidades. O governador reforçou que a atual situação econômica está mais para agradecer por ter trabalho, do que ficar reclamando. Participaram do Sem Segredo, no estúdio, o professor e sindicalista, Orlando Marcelino e o economista Daltro Wesp.
A população se manifestou e divergiram em suas opiniões, mas , a maioria acredita que a declaração de Sartori não foi uma ofensa aos servidores. Para os ouvintes os trabalhadores , ainda que com eventuais atrasos nos salários, estão em situação diferenciada com relação a quem é assombrado pelo fantasma das demissões. Os ouvintes destacaram também as constantes greves e também reclamaram do atendimento de uma forma geral.
O representante do CPERS, professor Orlando Marcelino, defendeu a ideia de que o Governador Sartori está fazendo uso de uma tática que foi criada ainda na campanha eleitoral. Com um jeito simples, ele tem de falado qualquer coisa, por vezes brincando diante de assuntos sérios como pisos salariais e remuneração do funcionalismo. Para Orlando Marcelino trata-se de uma tática de preparar o terreno para cortes que virão em breve e que devem colocar na rua muitos trabalhadores do Estado em regime de contrato emergencial.
O economista Daltro Wesp salientou que Sartori tem uma origem humilde, de interior e não estava ameaçando ninguém em sua fala. O que ele quis dizer, conforme Wesp, é que a situação de crise está afetando a todos, com muitas pessoas sem emprego próximo do Natal, enquanto ainda que com dificuldades, os servidores públicos têm um emprego e garantias.