SUS vai distribuir remédio brasileiro que diminui efeitos colaterais da quimioterapia
No início da semana passada, o Brasil anunciou uma projeção de aumento alarmante nos casos de câncer para os próximos dois anos, chegando a quase 600 mil novos diagnósticos, o que já eleva a doença ao patamar de epidemia. Mas, se por um lado o aumento no diagnóstico revela a expansão da doença, o tratamento médico também está avançando em larga escala. Médicos oncologistas apontam boa parte dos novos casos como fruto do diagnóstico mais preciso atualmente.
A quimioterapia é a forma mais comum de tratamento da doença, mas seus efeitos colaterais costumam ser descritos pelos pacientes como extremamente desgastantes. Uma droga de produção inédita no Brasil, que reduz os efeitos colaterais do tratamento, deve chegar ao mercado no ano que vem, depois de ter sido aprovado há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar inteiramente desenvolvido no Brasil – e o primeiro da América Latina. A pesquisa, porém, não é pioneira do Brasil, já que a estrangeira ROCHE foi à desenvolvedora no início da década de 90 e teve a patente expirada no ano 2000. O medicamento atua em diferentes frentes, mas a mais importante é a preservação do sistema imunológico, que fica debilitado pelo tratamento quimioterápico. A previsão é de que o medicamento seja distribuído gratuitamente pelo SUS a partir do final do primeiro semestre de 2016.