Advogado da família Uglione estranha declaração do IGP
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) divulgou ontem (23) que a carta de despedida encontrada após a morte de Odilaine Uglione, ex-mulher de Leando Boldrini, foi escrita pela própria mãe de Bernando. Os peritos compararam a letra da carta com a grafia de documentos encontrados na bolsa de Odilaine e apontaram que ela costumava variar a escrita de algumas letras.
Uma perícia particular, contratada pela família Uglione, havia afirmado que a autoria da carta não era da vítima. A análise reforça a tese de que a mãe do menino tenha cometido suicídio, como concluiu um inquérito conduzido à época do ocorrido. Em maio deste ano, após a apresentação da perícia particular, a Justiça determinou a reabertura da investigação. A família de Odilaine sustenta que ela não se matou, mas que, na realidade, foi assassinada.
O IGP também reconstituiu o crânio de Odilaine, mas não chegou a conclusões definitivas para a investigação. Conforme a simulação, o tiro que a matou pode ter sido disparado por Odilaine ou por uma segunda pessoa. O advogado da família Uglione, Marlon Taborda, questionou a falta de conclusão do órgão, mesmo sem a confirmação dos resultados.
O IGP também analisou o material encontrado sob as unhas da mulher que havia sido coletado no dia da morte, em 10 de fevereiro de 2010, e o comparou com o DNA fornecido por Boldrini, então marido de Odilaine. Neste caso, a análise também não foi conclusiva para indicar se houve, por exemplo, uma luta corporal.
Peritos encontraram o cromossomo Y (masculino) embaixo das unhas de Odilaine, mas não foi possível afirmar se é de Boldrini, que estava no consultório onde ela morreu. Também foi testada a arma encontrada ao lado do corpo.