Questões financeiras impedem criação de uma guarda armada em Passo Fundo
Em Porto Alegre e na maioria dos municípios gaúchos a falta de policiais e estrutura da Brigada Militar e Polícia Civil gera insegurança e taxas de criminalidade cada vez mais elevadas. O secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, segue com seu discurso de que a responsabilidade não é apenas do governo estadual.
Ontem (5), ao conceder entrevista em uma rádio da capital, disse que uma de suas próximas propostas é dividir com as prefeituras o policiamento e o combate aos criminosos nas ruas. Jacini propõem a criação de um sistema integrado de policias municipais. Esse mecanismo repassaria para as prefeituras, que já sofrem com a queda na arrecadação e têm dificuldade de manter as contas em dia, responsabilidades que são de obrigação do estado. A justificativa do secretário é que novas nomeações de policias estão suspensas por conta da crise financeira do Estado.
Passo Fundo, não possui uma guarda municipal armada, apenas guarda de trânsito, que é deficitária de agentes. E ainda um sistema de videomonitoramento que não oferece grande cobertura. Como poderia se ampliar esse sistema sem que o executivo tenha que investir recursos próprios?
Em manifestações na Uirapuru, o prefeito Luciano Azevedo, já afirmou que a criação de uma guarda armada está descartada, tendo em vista o comprometimento da folha de pagamento que está no limite estipulado pela legislação.
O secretário municipal de segurança pública João Darci Gonçalves da Rosa, apesar de ser favorável à atuação de guardas municipais, cita que essa dificuldade financeira impede a criação de uma nova estrutura já que demandaria um grande investimento.
O que a prefeitura tem feito é contribuir com os recursos próprios disponíveis, com viaturas e equipamentos para as forças policiais que atuam na segurança pública. Recentemente foram entregues equipamentos e viaturas para Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil.