Para médico sequelas neurológicas causadas por Zika vírus são piores do que do Ebola
Os casos de Microcefalia suspeito de Zika Vírus no Brasil já chegam a quase cinco mil. De acordo o boletim do Ministério da Saúde, foram 404 casos confirmados desde o início das investigações, no dia 22 de outubro do ano passado, registrados em 156 municípios de nove estados.
Uma ameaça que só aumenta e assusta tanto os brasileiros quanto os estrangeiros. Os surtos alertam para um problema grave: o combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença.
Em entrevista durante o programa Repórter do Povo que contou com a participação do diretor da Rádio Uirapuru, Jerônimo Fragomeni, o neurologista, Adroaldo Mallmann, explicou que o clima quente favorece o desenvolvimento do mosquito, porém ele pode ficar imerso na água parada por até um ano, por isso o combate é fundamental.
Ele ressalta que não adianta tratar o zika vírus se não eliminar o mosquito. De acordo com o médico que o Zika Vírus pode ser pior que o ebola, não no índice de mortes, mas no tamanho das sequelas que deixa nos pacientes.
De acordo com neurologista, o Zika também tem relação com a Síndrome de Guillain-Barré, que afeta o sistema nervoso e causa fraqueza muscular. Ele ainda ressalta que o vírus pode afetar mais operações do sistema nervoso, e desencadear doenças virais como inflamações, e até deixar o paciente paraplégico.
Hoje, a prefeitura de Porto Alegre confirmou o primeiro caso de zika vírus contraído na capital. Segundo a secretaria municipal da Saúde, o registro envolve uma mulher não-gestante, moradora do Bairro Jardim Carvalho. Antes de contrair a doença ela viajou ao Mato Grosso, por isso o registro é tratado como importado – contraído fora da cidade.
A notificação do caso suspeito ocorreu em 4 de janeiro e a confirmação do diagnóstico chegou ontem à noite. De acordo com a secretaria, a mulher já foi tratada e passa bem. O bairro passou por operação de aplicação de inseticida.
A prefeitura também confirmou o primeiro caso de dengue contraído em Porto Alegre (autóctone) em 2016. Segundo a secretaria da Saúde, é de uma moradora do bairro Vila Nova, na zona sul da cidade. Ela também foi tratada.