Passo-fundense relata horror em atentado de Bruxelas
Pelo menos 26 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em explosões no aeroporto e no metrô de Bruxelas, na Bélgica, na manhã desta terça-feira. O governo elevou o alerta para terrorismo no país para nível máximo.
Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques mas ele ocorre quatro dias após a prisão, em Bruxelas, de Salah Abdeslam, principal suspeito pelos ataques de Paris em novembro.
O professor e morador de Passo Fundo, André Agostini, está em Bruxelas com sua filha, Manuela Agostini, com previsão inicial de permanecerem 30 dias para estudos. Em entrevista na Uirapuru, Andre Agostini explicou que todos acordaram com medo ao ouvirem o barulho das explosões.
Ele e sua filha estão hospedados no quarteirão onde ocorreu uma das explosões. Tão logo o fato ocorreu, por volta das 5hs da manhã, no horário do Brasil, a Embaixada Brasileira emitiu um alerta para todos os brasileiros, orientando que não saíssem de casa até segunda ordem.
Andre relatou o pavor das poucas pessoas que passavam pelas ruas, buscando informações nos telefones e procurando se esconder.
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Pelo menos 26 pessoas morreram e 136 ficaram feridas nas explosões de hoje (22) de manhã no Aeroporto Zaventem e na estação de metrô de Maelbeek, em Bruxelas, segundo novo balanço provisório das autoridades.
No aeroporto, 11 pessoas morreram e 81 ficaram feridas, segundo números confirmados pela ministra da Saúde, Maggie De Block, à televisão pública RTBF.
Na estação do metrô, pelo menos 15 pessoas morreram e 55 ficaram feridas, entre elas 10 em estado grave.
Duas explosões, uma delas “provavelmente causada por um ataque suicida” segundo o procurador belga, foram registradas no aeroporto e outra na estação de metrô de Maelbeek.