Em protesto que durou cinco horas, trabalhadores dos coletivos urbanos pararam o centro por mais segurança
Os trabalhadores dos coletivos urbanos de Passo Fundo realizaram um protesto que durou cinco horas ontem (8). A categoria reivindicou mais segurança diante da onda de assaltos que assusta também os passageiros. Iniciando por volta das 10h, o manifesto teve adesão dos trabalhadores das três empresas da cidade, que formaram filas de ônibus na Avenida Brasil, desde o Notre Dame, até a esquina da Rua Bento Gonçalves.
Por volta das 12h o grupo, com a participação dos professores do CPERS, se reuniu na Avenida General Netto, em frente ao Fórum, para discutir a situação. Marcado para encerrar às 12hs, o grupo decidiu somente retornar ao trabalho se autoridades fossem até o local para conversar.
A solicitação foi atendida e por volta das 13h o comandante interino da Brigada Militar, Major Paulo Sérgio Carvalho, foi até o manifesto, acompanhado por representantes do Fórum de Passo Fundo.O major explicou que os ladrões que agem na maioria dos assaltos já estão identificados e a polícia está caçando estes marginais.
Destacou que a Brigada Militar está intensificando as abordagens nas paradas e colocando o setor de inteligência dentro dos ônibus para monitorar a situação. O major lembrou que outros órgãos também são responsáveis pela segurança e afirmou que a Brigada Militar está fazendo a sua parte.
CEPERS Sindicato se une aos trabalhadores dos coletivos urbanos buscando melhorias na educação
Ao mesmo tempo que os trabalhadores dos coletivos urbanos de Passo Fundo realizaram o protesto, os professores estaduais e alunos uniram-se ao ato, bloqueando a Avenida Brasil, esquina com a Rua Bento Gonçalves.
O professor presidente do CEPERS, Orlando Marcelino, explicou que a categoria se uniu aos demais para pressionar o Estado diante da destruição da educação e também da segurança, que são os pilares da sociedade. Para ele, somente a união das classes trará força para mudar o atual quadro que passa o Estado.
SINDIURB avalia como positiva resposta das autoridades após protesto
Por volta das 15hs, após ouvir o Major Carvalho da Brigada Militar e diante da palavra de vários trabalhadores dos coletivos, o protesto chegou ao fim. O presidente do SINDIURB, o sindicato da categoria, Miguel dos Santos, avaliou o protesto como positivo.
Conforme ele a categoria aderiu 100% e as autoridades deram resposta imediata, prometendo ações rápidas contra estes crimes. Miguel pediu desculpas ao povo pelo transtorno, mas afirmou que este tipo de protesto é a única forma da categoria conseguir ser ouvida, trazendo segurança também para os passageiros.