Ambulatório dos Primeiros Passos do Prematuro realiza 2500 atendimentos em 2015
O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, desde 2011 atende a prematuros de risco, egressos de Centros de Tratamento Intensivo Neonatais no Ambulatório dos Primeiros Passos do Prematuro. A unidade dá assistência à crianças de CTIs Neonatais da região da 6ª Coordenadoria Regional de saúde e foi criado a partir de uma iniciativa da seção da criança e do adolescente, vinculada ao departamento de ações em saúde da Secretaria Estadual da Saúde, denominada Estratégia de Seguimento do Prematuro Egresso de UTI Neonatal.
As consultas são feitas mensalmente até a criança atingir seis meses de idade corrigida. Após, o acompanhamento é a cada dois meses até completarem um ano e depois trimestralmente até os dois anos. Em 2015, 2500 atendimentos foram realizados a mais de 100 crianças.
No ambulatório, os pequenos contam com o apoio de uma equipe multiprofissional que é formada por assistente social, enfermeiras, fisioterapeuta, fonoaudiólogas, médicas pediatras e neonatologistas, médicos residentes de pediatria e neonatologia, médico oftalmologista, médica neurologista, nutricionista e psicóloga. A equipe multiprofissional, organizados pela Dra. Wania Secchin, busca se aperfeiçoar para prestar um atendimento de qualidade, com carinho e dedicação aos prematuros.
“Além destes profissionais, participam também dos atendimentos, residentes da pediatria do HSVP e acadêmicos de Medicina e Fonoaudiologia da Universidade de Passo Fundo (UPF)”, informa a pediatra, pontuando o trabalho realizado pela equipe. “O acompanhamento do ambulatório busca orientar os pais para que eles consigam desenvolver a criança em toda a sua potencialidade, detectar e tratar precocemente qualquer alteração no desenvolvimento do bebê, para que eles possam crescer e ter qualidade de vida como qualquer outra criança”, destaca.
Em específico, o Ambulatório dos Primeiros Passos do Prematuro realiza atendimentosaos bebês que pesaram menos de 1.500 kg ao nascer ou aqueles com menos de 32 semanas de idade gestacional. São os bebês que necessitaram de cuidados intensivos de CTI Neonatal ou que tiveram alguma complicação grave decorrente da prematuridade extrema. Segundo a equipe multiprofissional que atua no ambulatório, os recém-nascidos prematuros têm mais chances de apresentar complicações pulmonares, dificuldades para interagir socialmente, problemas no desenvolvimento ósseo, doenças cardíacas quando adultos e obesidade.
Esses pacientes também demonstram saúde física, crescimento e desenvolvimento neurológico mais frágil. Conforme pesquisas, ao se identificar problemas no começo da infância é mais fácil garantir um futuro saudável em todos os campos. “Os recém-nascidos prematuros estão sobrevivendo mais devido aos avanços dos cuidados intensivos neonatais, no entanto, essa sobrevida está acompanhada de muitas morbidades, inclusive em grandes centros internacionais. Geralmente são achados comuns após a alta hospitalar dessas crianças as dificuldades alimentares, os problemas respiratórios, o déficit de crescimento e o atraso do neurodesenvolvimento, por esse fato elas necessitam de um seguimento ambulatorial cuidadoso”, ressaltou Dra. Wânia.
De acordo com a equipe, o grupo de profissionais orienta os pais quanto à nutrição, suporte emocional, avaliam riscos e eventuais alterações no crescimento e no desenvolvimento do bebê, promovem a intervenção precoce e efetiva com técnicas de estimulação essencial, orientação interdisciplinar e acima de tudo, inserem os nascidos prematuros na sociedade, como seres bem adaptados, funcionais e com boa qualidade de vida.