Especialista avalia como positiva suspensão da pílula do câncer
No final da tarde de ontem (19) o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a lei que autorizava pacientes com câncer a fazer uso da fosfoetanolamina sintética, a chamada “pílula do câncer”. Por 6 votos a 4, a lei que era válida desde abril deste ano, foi suspensa junto com as decisões judiciais que obrigavam o governo a fornecer a substância.
Conforme o coordenador médico do Centro de Oncologia e Hematologia do HC, Rodrigo Ughini Villarroel, essa foi uma decisão positiva, pois, há argumentos contrários ao uso desse medicamento, ainda não há dados oficiais para dar segurança a população, quanto a eficácia da substância.
O que se viu até agora conforme ele, é que, em função do grande apelo emocional que o câncer gera, foi liberada em um primeiro momento para sanar o problema de forma imediata. Porém, Dr Rodrigo ressaltou que o problema da fosfoetanolamina é que todos os estudos envolvendo essa substância foram feitos em animais.
Destacou que, alguns tipos de câncer, houve avanços na melhora, mas não foi comprovado a eficácia da pílula, bem como, seus efeitos colaterais. Dr Rodrigo Villarroel ressalta que a classe médica hoje luta para que se estude cientificamente e de forma adequada esse tipo de medicamento antes de liberar o uso para a população.