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Política

Lava Jato: nova fase mira Dirceu e esquema de propina de R$ 40 mi

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A 30ª fase da Operação da Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (24), encontrou fortes indicativos da participação do ex-ministro da Casa Civil,José Dirceu, e do ex-diretor de Engenharia da Petrobras, Renato Duque, em atos ilícitos.

 

As investigações identificaram que uma construtora de fachada foi utilizada para viabilizar o pagamento de propina em diversos esquemas criminosos investigados na Operação Lava Jato, mediante a celebração de contratos ideologicamente falsos.

 

Os fatos foram apontados inicialmente por réus que fecharam acordos de delação premiada, que também pagaram propina à Diretoria de Serviços da Petrobras por meio da empresa investigada.

 

O aprofundamento das investigações, com o auxílio da Receita Federal, da Polícia Federal (PF), da Petrobras e do escritório de investigação autônoma contratado pela estatal, levou à confirmação de que a propina tinha origem em uma grande fornecedora de tubos para a Petrobras. Os sócios da construtora de fachada tiveram sua prisão preventiva decretada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

 

Dois funcionários da Diretoria de Serviços da Petrobras também são alvos de condução coercitiva, em razão da existência de indícios de seu envolvimento nos fatos.

 

Outra grande fornecedora de tubos para a Petrobras também é alvo da operação realizada nesta data, em razão de fortes suspeitas de que tenham pago propina a partir de seus contratos na Diretoria de Serviços. Para ocultar os rastros da propina, a empresa utilizou-se de transferências no exterior para uma offshore controlada por operador financeiro.

 

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os contratos já celebrados pela Petrobras com duas das fornecedoras de tubos que efetuaram pagamentos de propina para obter vantagens junto à Diretoria de Serviços da Estatal totalizam montante superior a R$ 5 bilhões. Evidências denotam que o pagamento de propinas no interesse desse esquema criminoso perdurou pelo menos entre os anos de 2009 e 2013, sendo que os valores espúrios pagos, no Brasil e no exterior, superam a quantia de R$ 40 milhões.

 

Dirceu e Duque foram recentemente condenados pela Operação Lava Jato, a penas de 23 e 10 anos de prisão, respectivamente. Renato Duque também já foi condenado em outras duas ações penais, de modo que a totalização de suas penas hoje soma o montante de 50 anos, 11 meses e 10 dias de prisão.

 

* As informações são da Rádio Gaúcha