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Geral

Especialista orienta: mudar perfil desejado para acelerar adoção de uma criança precisa de planejamento

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Dados divulgados pelo Poder Judiciário mostram que no Rio Grande do Sul 644 crianças e adolescentes esperam por um lar, por uma adoção. Em Passo Fundo, existem 63 pessoas habilitadas para adoção e 11 crianças disponíveis.

 

As questões burocráticas são fatores que  interferem diretamente na demora até que o processo de adoção seja concluído. Mas, existe outro entrave. Estudos comprovam que a média de espera está relacionada ao perfil desejado pelos pretendentes. 

 

Conforme dados do Cadastro Nacional de Adoção, do Conselho Nacional de Justiça, dos  pretendentes cadastrados a adotar um filho, 22,39% somente aceitam crianças de raça branca; 41,81% declaram aceitar crianças de todas as raças; 62,16% são indiferentes ao sexo da criança; 69,44% dizem não aceitar adotar irmãos; e apenas 0,06% pretendem adotar jovens com até 17 anos. Esse é um problema, a medida que no Rio Grande do Sul, a grande maioria dos  aptos à adoção tem entre 14 e 17 anos.

 

A Assistente Social, Ionara Pereira, diz que os casais que pretendem adotar crianças traçam um perfil e se preparam para isso. O objetivo é acolher um bebe ou até uma criança com poucos anos de vida. No entanto, com a demora e a grande fila de espera, tem situações em que para acelerar o processo, aceitam um jovem numa faixa maior de idade.

 

Ionara alerta que isso pode ser um erro se não ocorrer preparação adequada, pois uma criança um pouco mais crescida necessita de cuidado especial para que possa se adaptar a esse novo ambiente familiar.