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Saúde

Profissionais realizam atualização em Cuidado Canguru

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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 O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo é referência no interior do estado no cuidado de recém-nascidos prematuros. Uma forte característica do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) Neonatal é o trabalho humanizado, muito mais que cuidado, os bebês recebem carinho para crescerem e deixarem o hospital bem. Dentro dessa proposta diversos métodos e estratégias são desenvolvidos, sendo um deles o Método Canguru. Este cuidado, preconizado pelo Ministério da Saúde, foi tema de um treinamento, nesta quarta-feira, 06 de julho, para as profissionais do setor. Ministrado pela enfermeira Alessandra Scarmin e a psicóloga Débora Marchetti, o encontro abordou práticas diárias que melhoram o ambiente e o cuidado dos bebês.

 

Segundo as profissionais muitos fatores influenciam no cuidado dos prematuros e no seu desenvolvimento. O toque, a iluminação, o olfato, tudo precisa ser da forma correta. “Neste treinamento buscamos gerar uma empatia maior nos profissionais. Por isso vendamos seus olhos para que imaginassem como os prematuros se sentem com o toque, sons, cheiros, música, conversas, tudo isso para que se policiem no dia a dia ”, relatou Alessandra, completando ainda que, o cérebro do bebê prematuro está em desenvolvimento, por isso é preciso cuidado com os estímulos que são gerados. “A intenção é mostrar aos profissionais que eles são responsáveis não só pelo desenvolvimento saudável e alta do bebê, mas também pela qualidade de vida e de como essa criança será no futuro”.

 

Ainda, sobre o Método Canguru, ela destaca que o Ministério da Saúde elaborou a Norma de Atenção Humanizada ao Recém-nascido de Baixo Peso – Método Canguru, que o inclui como uma política pública, incorporado as ações do Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. Além da da posição canguru que consiste em manter o recém-nascido em contato pele a pele, na posição vertical junto ao peito dos pais ou de outros familiares, o método aborda outras especificações como atenção aos pais, acompanhamento e consultas ambulatoriais pós-alta. “Podemos dividir este cuidado em três etapas. O primeiro é o acompanhamento da gestante, levando-a para conhecer a CTI e a preparando para a rotina de um prematuro. Também, nesta primeira etapa entra o cuidado do prematuro. O segundo momento seria a unidade intermediária onde o bebê se prepara para a alta, ficando mais tempo com os pais, e o terceiro, o acompanhamento após a alta do prematuro com consultas  e exames”, explica Alessandra.

 

A posição canguru já é realizada no HSVP desde 2012, com inúmeros benefícios já identificados ao longos destes anos, agora o método como um todo está sendo implantado. “Proporcionar fortalecimento do vínculo mãe filho, melhorar a qualidade do desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo, estimular o aleitamento materno com maior frequência, precocidade e duração, permitir um controle térmico adequado, favorecer a estimulação sensorial, contribuir para a redução do risco de infecção hospitalar, reduzir o estresse e a dor dos recém-nascidos, propiciar um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde, possibilitar maior competência e confiança dos pais no manuseio do seu filho e contribuir para otimização dos leitos das UTIs, são alguns benefícios do Método Canguru”, enaltecem.

 

Para a técnica de enfermagem Ivanete de Araújo atualizar os conhecimentos e trocar experiências é fundamental para melhorar a assistência ao prematuro. “Nós colocamos no lugar do bebê, com os olhos vendados, e percebemos como é assustador não saber o que está acontecendo ou o que vão fazer com você. A luz, o cheiro e o som, tudo é estranho ou incomoda. Foi muito importante essa percepção e debate de ideias”.