Renuncia de Eduardo Cunha gera instabilidade política no cenário nacional
O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou no começo da tarde de ontem (7) a renúncia do cargo de presidente da Câmara dos Deputados. O deputado é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras, quando negou a existência de contas no exterior em seu nome, o que poderia caracterizar quebra de decoro parlamentar.
Cunha, em entrevista coletiva, revelou ceder aos apelos generalizados dos seus apoiadores e que pagou um preço caro por deflagrar a operação que terminou com o impeachment de Dilma.
Em entrevista na Rádio Uirapuru, o jornalista Jair Ineri Lazarotto ressaltou que a renúncia de Cunha surpreendeu a todos, pelo fato dele sempre afirmar que isso não aconteceria. Jair disse ainda que a renúncia do deputado foi uma questão de estratégia, para ganhar tempo ao pedido de cassação do seu mandato que tramita na Câmara Federal.
Com relação ao processo impeachment da presidente Dilma, o jornalista explicou que o cenário político e a discussão em torno desse assunto é intensa e instável. Ele destacou que a decisão do impeachment só sairá em agosto, pois se fosse decidido agora, Dilma perderia o cargo.
Com relação a situação de Michel Temer, Jair revelou que o atual presidente interino esteve reunido com Cunha e pode ter aconselhado a renúncia. Avaliando do ponto de vista jurídico, o advogado Osmar Teixeira disse que, apesar da renúncia da presidência da Câmara, Eduardo Cunha não perde o cargo de deputado. Segundo o jurista, o pedido de cassação ainda tramita no Congresso.
Na próxima quinta- feira dia 14 acontecerá a eleição para decidir quem substituirá Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.