Autor de ataque na Alemanha agiu sozinho e não tem ligação com Estado Islâmico
Não há razões para acreditar que o suspeito por trás do tiroteio de Munique estivesse ligado ao grupo extremista Daesh, disse o chefe da Polícia de Munique, Hubertus Andrae, neste sábado (23).
“O atirador tinha 18 anos, nasceu e cresceu em Munique e era um aluno da escola. Uma busca foi conduzida no seu apartamento e no quarto onde ele morava. A busca não identificou nenhuma ligação ao Daesh [Estado Islâmico]”, disse Andrae durante entrevista coletiva organizada pela emissora N-24.
“Não há indicaões de que, além do criminoso que cometeu suicídio, houvesse outras pessoas envolvidas nos acontecimentos da sexta-feira. Do nosso ponto de vista, está claro que estamos lidando com um lobo solitário”, acrescentou.
O chefe da polícia frisou que o ataque não tem relação com a questão dos migrantes.
O chefe de polícia estadual disse que o atirador não tinha licença para o porte de arma, então ele usou uma pistola Glock usada. O atirador suspeito também tinha 300 munições em uma mochila.
Polícia confirma nove mortes
O número de mortes em um shopping de Munique, na Alemanha, durante um tiroteio na tarde desta sexta-feira (22) subiu para dez, segundo a polícia local. Um deles é o próprio atirador.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra que o tiroteio começou em frente a uma unidade do McDonald’s. Dezenas de tiros foram ouvidos na ação, que continuou no centro comercial OEZ (Olympia-Einkaufszentrum).
Testemunhas contaram à polícia de Munique que “ao menos três homens armados” invadiram o shopping antes do tiroteio. Segundo as autoridades locais, houve uma busca por supostos foragidos, mas ninguém foi encontrado.
Para evitar mais problemas, o transporte público foi suspenso e estações do metrô foram evacuadas e fechadas.