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Política

Impeachment: 2° dia de julgamento terá testemunhas de Dilma

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O plenário do Senado retoma na manhã desta sexta-feira (26) a sessão destinada ao julgamento final da presidente afastada Dila Rousseff no processo de impeachment. Na reabertura dos trabalhos, marcada para as 9h, serão ouvidas as testemunhas de defesa da petista. O julgamento final começou nesta quinta (25).

 

O primeiro dia de julgamento terminou por volta de 0h15min desta sexta-feira (26). Na primeira etapa do julgamento, que teve início às 9h30min de quinta (25), foram ouvidos dois depoentes convocados pela acusação. O procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira deixou de ser considerado testemunha. 

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que preside a sessão do impeachment, considerou que Oliveira participou do ato pela rejeição das contas de Dilma. A partir disso, ele foi ouvido como informante. Na prática, significa que o depoimento não servirá como prova. A manifestação do procurador durou cerca de oito horas, e foi marcada por uma série de interrupções por bate-boca entre os senadores.

 

A segunda testemunha arrolada foi o auditor de controle externo do TCU Antonio Carlos D’Ávila Júnior. Ele começou a responder às questões dos senadores por volta de 22h20min. Para acelerar a sessão, 15 parlamentares abriram mão de falar. Com dez inscritos, o trabalho ocorreu de forma mais célere e acabou antes do horário estimado. 

 

Um dos principais defensores de Dilma, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que as “pedaladas” são  pretexto político para “rasgar de uma vez o legado do Lula, do Ulisses Guimarães, de Getúlio Vargas”. Ele também criticou a vinculação da presidente aos atos do Plano Safra.

 

A resposta veio com Ronaldo Caiado (DEM-GO). O parlamentar perguntou ao auditor se o governo ‘pedalou’ em 2015. Costa D’Ávila respondeu: “A União sabia. E sabia antes mesmo de editar as portarias que vão instituir o Plano Safra a cada ano”.

 

A sessão foi suspensa após as manifestações dos advogados de acusação, Janaína Paschoal, e de defesa, José Eduardo Cardozo.

 

As testemunhas de defesa começarão a ser ouvidas hoje, estão na lista o economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo; o consultor jurídico Geraldo Luiz Mascarenhas Prado; o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa; a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck; o ex-secretário executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa; e o advogado Ricardo Lodi.

 

A intenção do ministro Lewandowski é finalizar todos os depoimentos nesta sexta, mas a sessão pode ser estendida para o fim de semana. Na segunda-feira (29), a presidente Dilma irá fazer a própria defesa no plenário. A previsão é de que o julgamento terminará entre terça (30) e quarta (31) da próxima semana.