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Polícia

Ministério Público do RS deflagra operação contra falsificação de adubos e fertilizantes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na manhã de hoje (3) o Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou uma operação contra a falsificação e adulteração de fertilizantes. A ação foi deflagrada em 25 cidades gaúchas, e também no Paraná e Santa Catarina. Estão sendo cumpridos 36 mandados de busca e apreensão.

 

A operação é coordenada pelo núcleo da Região Metropolitana e Taquari do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e conta com o apoio do Ministério da Agricultura e da Brigada Militar.

 

Ainda, estão sendo apreendidos caminhões, veículos e implementos agrícolas, que teriam sido comprados com dinheiro obtido por meio do esquema.

 

Os mandados estão sendo cumpridos em Arroio do Meio, Bento Gonçalves, Cambará do Sul, Candelária, Carazinho, Chiapeta, Colinas, Estrela, Flores da Cunha, Gaurama. Ibirapuitã, Júlio de Castilho, Lajeado, Panambi, Pareci Novo, Planalto, Rio Pardo, Saldanha Marinho, Santa Cruz do Sul, São Gabriel, São Luiz Gonzaga, São Nicolau, São Pedro das Missões, São Sebastião do Caí e Venâncio Aires. Também na cidade de Colombo, no Paraná e Correia Pinto, Santa Catarina.

 

Dois grupos estão sendo investigados por falsificação de adubos e fertilizantes para venda. Ainda, por organização criminosa, ocultação de bens, estelionato, crime contra as relações de consumo e lavagem de dinheiro.

 

A investigação iniciou após denúncias à Ouvidoria-Geral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Os grupos estão baseados nas cidades de Colinas, Lajeado e Arroio do Meio, no Vale do Taquari.

 

Segundo o Ministério Público, o fertilizante era misturado com produtos comprados de maneira regular ou irregular, aumentando o volume do produto original. Após a adulteração, o material era colocado em sacos com marcas comerciais conhecidas, mas com os valores de nutrientes diferentes dos indicados na embalagem. Assim, o produtor rural pagava o preço de mercado por um produto falsificado.

 

Os fertilizantes minerais sólidos fornecem macronutrientes primários como Nitrogênio, Fósforo e Potássio. A fórmula varia de acordo com a concentração desses nutrientes que são chamadas de misturas NPK, que originou o nome da operação.

 

Os testes conduzidos pelo Ministério da Agricultura mostram que os produtos adulterados continham pouca ou nenhuma concentração desses nutrientes. De acordo com a pasta, as empresas que produziam os nutrientes não estavam envolvidas no esquema e tiveram suas marcas usadas de forma indevida.

 

*G1