Produtor deve desconfiar de aspecto diferente em adubo para se proteger contra fraudes
Na manhã de ontem (3) o Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou uma operação contra a falsificação e adulteração de fertilizantes. A ação foi realizada em 25 cidades gaúchas, e também no Paraná e Santa Catarina.
Na região foram cumpridos mandados de busca em Carazinho e Ibirapuitã. Segundo o Ministério Público, o fertilizante era misturado com produtos comprados de maneira regular ou irregular, aumentando o volume do produto original.
Após a adulteração, o material era colocado em sacos com marcas comerciais conhecidas, mas com os valores de nutrientes diferentes dos indicados na embalagem. Assim, o produtor rural pagava o preço de mercado por um produto falsificado. Alguns destes produtos eram vendidos com valor abaixo do mercado.
O engenheiro agrônomo da Emater Municipal, Adriano Nunes de Almeida, explicou que o produtor deve desconfiar de um produto com aparência diferente da que sempre utilizou. Destacou que, quando fraudado, o adubo possui mais pó, sendo que o original é quase que totalmente granulado.
Se constatar algo assim e desconfiar o produtor deve solicitar uma análise em laboratório. Este tipo de trabalho é facilmente feito em Passo Fundo pela UPF ou laboratórios ligados às atividades rurais.Além disso, o produtor deve comprar sempre de empresas idôneas e com tempo de praça, além de desconfiar de preços muito abaixo do normal.
Ainda conforme o profissional, geralmente a adulteração não provoca danos ao solo, mas é visível na redução da produtividade, estando aí o prejuízo ao produtor.