Promotor afirma que indústrias não tiveram envolvimento em esquema de falsificação de fertilizantes
Em um novo capítulo sobre a fraude envolvendo fertilizantes falsificados na região, o Promotor de Justiça Coordenador do Gaeco Região Metropolitana e Taquari, Reginaldo Freitas da Silva, pronunciou-se ontem sobre o esquema.
Conforme o promotor, as indústrias cujas embalagens eram falsificadas não estão envolvidas na fraude. Destacou que a mistura era tanta que não foi possível medir os níveis de componentes originais de fertilizantes no material analisado. A exemplo do que já aconteceu no passado, os grupos criminosos transformavam, a partir da adição de calcário, ureia e até mesmo restos de telhas e lajotas, uma tonelada de adubo em três.
Os sacos com os logotipos e inscrições de indústrias renomadas foram feitos em gráficas, assim como as etiquetas e as impressões com prazo de validade e informações do produto. Durante a operação foram localizadas 200 sacas do produto já misturado, pronto para a venda, em uma agropecuária de Santa Catarina. Para o promotor a fraude pode ter origem no Paraná, onde a mistura para falsificar o produto era comprada.
Passo Fundo não esteve envolvido na operação, mas foram cumpridos mandados em: Arroio do Meio, Bento Gonçalves, Cambará do Sul, Candelária, Carazinho, Chiapeta, Colinas, Estrela, Flores da Cunha, Gaurama, Ibirapuitã, Júlio de Castilho, Lajeado, Panambi, Pareci Novo, Planalto, Rio Pardo, Saldanha Marinho, Santa Cruz do Sul, São Gabriel, São Luiz Gonzaga, São Nicolau, São Pedro das Missões, São Sebastião do Caí e Venâncio Aires, bem como em Colombo (Paraná) e Correia Pinto (Santa Catarina).