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Saúde

Dia Mundial da Asma: doença ainda é subdiagnosticada e afeta cerca de 20% da população, afirma especialista 

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Dia Mundial da Asma, lembrado anualmente na primeira terça-feira de maio, chama a atenção para uma doença respiratória crônica que ainda enfrenta desafios no diagnóstico e no controle. A data reforça a importância da prevenção de crises, do acompanhamento médico e do acesso ao tratamento adequado, especialmente diante de um cenário em que muitos pacientes convivem com sintomas sem buscar ajuda.

O médico pneumologista Vinicius Buaes Dal Maso explica que a asma segue sendo subdiagnosticada, inclusive em Passo Fundo e região. Segundo ele, muitos pacientes acabam se acostumando com sintomas como tosse, falta de ar e despertares noturnos, deixando de procurar atendimento. O especialista destaca que, apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada, permitindo uma vida normal. O diagnóstico é baseado principalmente no quadro clínico e confirmado por exames como a espirometria, que avalia o fluxo de ar nos pulmões.

Entre os principais sinais de alerta estão crises de falta de ar, chiado no peito, tosse seca e sensação de aperto torácico, geralmente mais intensos à noite ou ao amanhecer. Fatores como mudanças climáticas, exposição à fumaça, cheiros fortes, mofo e infecções respiratórias podem agravar os sintomas. O médico aponta que cerca de 20% da população apresenta algum grau de asma, sendo que os casos graves representam uma parcela menor.

O tratamento é feito principalmente com medicamentos inalatórios, que ajudam a controlar a inflamação dos brônquios. O uso frequente de corticóides orais, sem orientação médica, deve ser evitado, pois pode indicar falta de controle da doença. O especialista também alerta para cuidados ambientais, como evitar ácaros e fumaça, além de identificar possíveis alergias que possam agravar o quadro.

De acordo com Vinicius Buaes Dal Maso, pacientes asmáticos podem praticar atividades físicas e manter uma rotina normal, desde que a doença esteja controlada. Ele ressalta que fatores emocionais, como ansiedade, podem contribuir para o agravamento dos sintomas. Situações de urgência incluem falta de ar intensa, dificuldade para falar e sinais de esforço respiratório, que exigem atendimento imediato.

O médico ainda destaca que a asma pode levar a óbito, inclusive em pessoas jovens, o que reforça a necessidade de acompanhamento contínuo. Ele orienta que pacientes procurem atendimento ao perceber piora dos sintomas e lembra que a vacinação contra a gripe é fundamental, já que infecções respiratórias podem desencadear crises mais graves.