PM Cristiano Domingues é denunciado pelo desaparecimento e assassinato da família Aguiar; atual esposa e irmão também foram acusados
O Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou nesta segunda-feira (4) a denúncia de três pessoas no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A família está desaparecida há cerca de 100 dias.
Foram denunciados o policial militar Cristiano Domingues Francisco, apontado como principal suspeito, além de sua atual esposa, Milena Ruppenthal Domingues, e seu irmão, Wagner Domingues Francisco.
De acordo com o Ministério Público, Cristiano será denunciado pelo feminicídio de Silvana de Aguiar, com agravantes como motivo torpe e uso de emboscada. Ele também deve responder pelo homicídio de Isail e pelo feminicídio de Dalmira. Milena é apontada como partícipe nos crimes, além de também ser denunciada por falso testemunho.
Os dois ainda devem responder por furto qualificado, após o desaparecimento das vítimas, por supostamente subtraírem bens da residência de Silvana. Segundo a acusação, Milena teve papel relevante nos fatos investigados.
Já Cristiano, Milena e Wagner foram denunciados em conjunto por ocultação de cadáver e fraude processual, sob a acusação de terem alterado provas e dificultado o andamento das investigações. O Ministério Público também aponta a existência de associação criminosa entre os três.
Cristiano ainda pode responder por falsidade ideológica, por supostamente utilizar a identidade de outra pessoa para ativar chips de telefone celular. Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, ele enfrentará processo por uma série de crimes.
O filho de Cristiano e Silvana está recebendo acompanhamento do Ministério Público e permanece sob os cuidados da avó paterna. A mãe do policial também chegou a ser indiciada pela Polícia Civil.
O Ministério Público recorreu da decisão judicial que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido segue em análise no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Outras três pessoas que haviam sido indiciadas pela Polícia Civil, entre elas familiares e um conhecido de Cristiano, não foram denunciadas neste momento. Segundo o MP, elas não teriam participação direta nos crimes principais e poderão ser alvo de acordos de não persecução penal ou responder em processos separados.
As defesas dos denunciados afirmaram, anteriormente, que aguardam acesso integral aos autos do inquérito e sustentam a inocência dos envolvidos. Também destacaram que o caso ainda está em fase investigativa e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo judicial.
*Informações construídas com base em notícia do G1