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Instituto Histórico de Passo Fundo completa 72 anos e reforça papel de preservar a memória da cidade e conectar passado e presente

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Mesmo com mais de sete décadas de atuação, ainda é comum que muita gente não saiba exatamente para que serve o Instituto Histórico de Passo Fundo. A instituição atua na preservação de documentos, fotografias e relatos que ajudam a entender como a cidade se desenvolveu ao longo do tempo. Criado em 1954, o Instituto surgiu com o objetivo de organizar a história do município para a comemoração do centenário, em 1957. Com o passar dos anos, o papel foi se transformando e ganhou um novo impulso em 2017, com a conquista de uma sede própria no centro da cidade.

A função e a importância do Instituto Histórico de Passo Fundo foram tema do programa Sem Segredo do último sábado (02), que reuniu o presidente da instituição, o historiador Djiovan Carvalho, a especialista em gestão de acervos Jociane Nunes e a jornalista e pesquisadora Fabiana Beltrami. Um dos pontos destacados é que a história não está apenas nos grandes fatos, mas também na vida cotidiana de cada morador.

O presidente do Instituto, historiador Djiovan Carvalho, explicou que a história não pode ser resgatada de forma literal, mas é construída a partir de vestígios deixados ao longo do tempo. Fotografias, documentos e objetos ajudam a interpretar o passado e compreender o presente. Ele também destacou que, mesmo sendo uma entidade privada e sem fins lucrativos, o Instituto mantém suas atividades com apoio voluntário e da comunidade. O desafio agora é ampliar o acesso e aproximar ainda mais a população.

A especialista em gestão de acervos, Jociane Nunes, destacou que conhecer a história é essencial para criar conexão com o lugar onde se vive. Segundo ela, entender o passado ajuda a explicar o presente e fortalece o sentimento de pertencimento. Jociane ressaltou que a história não é feita apenas de grandes acontecimentos, mas também das experiências do dia a dia, das famílias e das comunidades. Ela ainda reforçou que muitas vezes materiais simples, guardados em casa, como fotografias, documentos ou objetos antigos, podem ter grande valor histórico e ajudar a reconstruir a memória da cidade.

A jornalista e pesquisadora Fabiana Beltrami reforçou que cada pessoa faz parte da construção da história. Mesmo ações simples do cotidiano deixam marcas que ajudam a contar a trajetória de uma cidade. Ela também destacou que detalhes presentes em fotografias antigas podem revelar informações importantes sobre uma época, como costumes, estrutura urbana e comportamento das pessoas. Fabiana ainda ressaltou a importância da participação da comunidade em projetos do Instituto, que permitem que mais pessoas se envolvam diretamente com a história local.

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