Minha Casa Minha Vida amplia limite para R$ 600 mil e renda de R$ 13 mil e deve aquecer mercado em Passo Fundo, diz sócio de construtora
As novas regras do programa habitacional Minha Casa Minha Vida começam a valer a partir da próxima quarta-feira e ampliam o acesso ao financiamento imobiliário no país. As mudanças elevam o teto de renda das famílias e o valor máximo dos imóveis, o que pode impactar diretamente o mercado da construção civil em cidades como Passo Fundo, onde o programa tem forte presença.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o sócio da MML Construtora, Manolo Frediani Lima, explicou que a principal alteração está na ampliação das faixas de renda. Segundo ele, a faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200, a faixa 2 de R$ 4.700 para R$ 5 mil, a faixa 3 de R$ 8.600 para R$ 9.600 e a faixa 4, voltada à classe média, de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Também houve aumento no valor dos imóveis, que agora podem chegar a R$ 600 mil na faixa mais alta.
De acordo com o empresário, a ampliação dos limites deve aumentar a demanda por imóveis na cidade, já que mais famílias passam a se enquadrar no programa. Ele destacou que, em Passo Fundo, os valores praticados no mercado tornam as novas regras mais acessíveis em comparação com grandes capitais, o que favorece a procura por financiamentos.
Manolo afirmou que a expectativa é de crescimento nas vendas ao longo de 2026, impulsionado também pelas condições de financiamento. Ele citou que, em algumas modalidades, é possível financiar até 80% do valor do imóvel, com o restante sendo negociado diretamente com a construtora, o que facilita a saída do aluguel e o acesso à casa própria.
O empresário também ressaltou que o cenário nacional aponta aumento na contratação de financiamentos. Conforme dados citados por ele, o número de imóveis financiados pelo programa passou de 353 mil em 2021 para 669 mil em 2025, com possibilidade de novo avanço neste ano. Para ele, mesmo com juros elevados, o momento é favorável diante de possíveis mudanças tributárias que podem impactar os preços do setor.
Por fim, Manolo orientou que os compradores busquem informações antes de fechar negócio, especialmente em aquisições na planta. Ele destacou a importância de verificar o histórico da construtora, o registro da incorporação imobiliária e contar com o apoio de profissionais do mercado para garantir segurança na compra.