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Saúde

Com apenas cinco casos de dengue neste ano, Passo Fundo vive cenário favorável, mas primeira morte já foi registrada no estado

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Rio Grande do Sul confirmou, na última sexta-feira (17), a primeira morte por dengue em 2026. A vítima foi uma idosa de 83 anos, com comorbidades, moradora de Jacutinga, município próximo a Campinas do Sul e, de certa forma, inserido na região de Passo Fundo.

Mesmo com a confirmação da morte, o panorama estadual apresenta melhora em relação ao ano passado. Em 2026, o estado registra uma queda significativa nos casos positivos de dengue, cenário atribuído à intensificação das ações de vigilância e ao maior engajamento da população no combate ao mosquito transmissor.

Em Passo Fundo, os números mais recentes indicam um contexto mais controlado. O município contabiliza 366 notificações da doença, com incidência de 33 casos por 100 mil habitantes. Deste total, cinco casos foram confirmados em 2026 até agora, um permanece inconclusivo, 62 seguem em investigação e 298 já foram descartados. Entre os confirmados, três são autóctones, ou seja, contraídos dentro da própria cidade, e não há registro de óbitos até o momento.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Passo Fundo, Ivania Silvestrin, disse que o cenário atual é, sim, mais tranquilo quando comparado aos anos de 2024 e 2025, que apresentaram maior número de casos. Ela destaca que os registros confirmados estão distribuídos em bairros distintos, o que indica ausência de um foco concentrado de transmissão dentro do município.

A coordenadora explicou que uma das hipóteses para os casos atuais é a eclosão de ovos do mosquito Aedes aegypti depositados ainda no verão anterior. Segundo Ivania, a redução nos casos em 2026 é resultado de uma combinação de fatores. Entre eles, o trabalho contínuo das equipes de vigilância ambiental no controle do vetor, a aplicação dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a conscientização da população, que tem adotado com maior frequência as medidas preventivas em suas residências.

Apesar do cenário mais favorável, o alerta permanece. A proximidade de municípios com registros mais elevados, como Jacutinga, acende um sinal de atenção regional, já que a circulação do vírus pode impactar cidades vizinhas. Além disso, a previsão de períodos de chuva exige cuidados redobrados.

A coordenadora também destaca que a prevenção deve ser contínua, independentemente do volume de chuvas. Outro ponto ressaltado por Ivania é que a dengue é uma doença que pode atingir pessoas de todas as idades e, em casos mais graves, levar à morte, como ocorreu no primeiro registro do estado neste ano. Por isso, mesmo diante de números mais baixos, a recomendação é não relaxar nos cuidados.