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Avanço do VSR antes do inverno preocupa e exige atenção com grupos de risco

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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O Vírus Sincicial Respiratório, conhecido como VSR, tem avançado no Rio Grande do Sul antes mesmo da chegada do inverno e já acende um alerta entre autoridades de saúde. A circulação antecipada preocupa devido ao histórico recente: no ano passado, foram registradas 68 mortes e quase 4 mil internações relacionadas à doença no Estado.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o pneumologista Dr. Gustavo Picolotto, do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, explicou que o VSR é um vírus altamente contagioso que atinge o sistema respiratório, afetando principalmente nariz, garganta e pulmões. Segundo o médico, a infecção é bastante comum em crianças pequenas, especialmente até os dois anos de idade, mas também pode representar riscos importantes para adultos, principalmente idosos e pessoas com doenças pré-existentes.

Na população mais jovem e saudável, os sintomas costumam ser leves e semelhantes aos de um resfriado. Já entre idosos, cardiopatas, pacientes com doenças pulmonares, diabéticos e imunossuprimidos, o quadro pode evoluir para formas mais graves, com necessidade de internação e até risco de morte. Entre os principais sintomas estão tosse, coriza, dor de garganta e febre baixa. Em casos mais graves, pode haver falta de ar e agravamento do quadro clínico. A diferenciação entre o VSR e uma gripe comum só pode ser feita por meio de exames específicos. O tratamento é, em geral, voltado ao alívio dos sintomas, com hidratação, uso de medicamentos para febre e dor e, em situações mais severas, suporte com oxigênio.

O médico também destacou a importância da prevenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Há vacina disponível, indicada principalmente para gestantes, como forma de proteger os bebês nos primeiros meses de vida, além de recomendação para idosos com doenças cardíacas ou pulmonares.

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