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Polícia

Polícia Civil amplia investigação sobre venda de falsos atestados em Passo Fundo; documentos eram comercializados entre R$ 60 e R$ 100

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, aprofundou as investigações sobre o esquema de falsificação de atestados médicos desarticulado em operação recente no município.

As apurações mais recentes revelam que os atestados falsificados eram vendidos por valores entre R$ 60 e R$ 100, o que reforça o caráter lucrativo e organizado da associação criminosa investigada. O grupo atuava na produção, comercialização e distribuição dos documentos falsos para trabalhadores interessados em justificar faltas no serviço.

A Polícia Civil esclareceu ainda que não há participação de médicos ou dentistas na emissão dos atestados. Na verdade, diversos profissionais da saúde também estão entre as vítimas do esquema, assim como instituições médicas que tiveram nomes, carimbos, assinaturas e logomarcas utilizados indevidamente pelos falsificadores.

Até o momento, duas pessoas são investigadas como integrantes do núcleo responsável pela falsificação e venda dos documentos, mas a polícia destaca que o caso pode ter novos desdobramentos. As provas recolhidas durante os mandados de busca e apreensão cumpridos ontem devem auxiliar na identificação de outros envolvidos.

Além dos falsificadores, a investigação também alcança quem fez uso dos documentos. Somente neste ano, já foram instaurados 11 inquéritos para apurar o crime de uso de documento falso por funcionários, conduta prevista no artigo 304 do Código Penal. Cada trabalhador identificado responde individualmente, e o número de investigados pode crescer conforme novas provas forem analisadas.

Segundo a Polícia Civil, 2026 já registra mais de uma dezena de inquéritos relacionados ao uso de atestados falsos, demonstrando que a prática vinha sendo aplicada de forma recorrente e estruturada no município.

A ofensiva reforça a atuação firme, técnica e estratégica da instituição no combate a crimes que atentam contra a fé pública, causam prejuízos a empresas e colocam em xeque a credibilidade de profissionais e instituições da área da saúde.

As investigações seguem em andamento e não estão descartadas novas fases da operação.