Skip to content

Geral

Em um mês, diesel sobe mais de R$ 1 e pressiona cadeia de transporte

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo
diesel
diesel

O cenário internacional, especialmente os conflitos no Oriente Médio, já reflete no abastecimento de combustíveis no Brasil e também em Passo Fundo. A instabilidade tem impactado a cadeia de distribuição, afetando principalmente o diesel, que ainda opera com restrições nas cotas repassadas pelas distribuidoras. De acordo com o setor, a situação já foi mais crítica no início de março, mas ainda está longe da normalidade.

Atualmente, o abastecimento segue conforme a disponibilidade das distribuidoras, o que exige organização por parte dos postos. Em alguns casos pontuais, pode haver dificuldade momentânea de reposição, mas não há registro de falta prolongada de combustíveis. O diesel é o produto mais afetado nesse cenário. Nas últimas semanas, o combustível registra alta constante, acumulando aumento superior a R$ 1,00 por litro nas bombas ao longo de cerca de um mês. Já a gasolina apresenta comportamento mais estável, com elevação menor, variando entre R$ 0,20 e R$ 0,30 no mesmo período.

A situação preocupa principalmente setores que dependem diretamente do diesel, como o transporte e a logística, já que o aumento impacta em cadeia diversos segmentos da economia. Em entrevista a Uirapuru, um representante dos caminhoneiros, Angelo Alerico, afirmou que o impacto já é sentido diretamente no custo do frete. Segundo ele, o aumento do diesel, que varia entre R$ 1,00 e R$ 1,30 por litro, elevou significativamente os custos operacionais, sem que houvesse repasse proporcional nos valores pagos pelo transporte.

Além do combustível, outros itens também registraram alta, como pneus e recapagens, ampliando ainda mais a pressão sobre os profissionais do setor. Mesmo com reajustes pontuais no frete, os valores repassados têm sido suficientes apenas para cobrir parte do aumento do diesel, deixando defasados os custos de manutenção dos veículos. Angelo também destaca que esse cenário deve impactar diretamente o consumidor final.

Com o transporte mais caro, a tendência é de aumento nos preços de produtos, especialmente os ligados ao setor agrícola, considerado um dos pilares da economia. Apesar de o abastecimento ter sido normalizado nas últimas semanas, após um período de dificuldade para encontrar diesel em alguns postos, não há perspectiva de redução nos preços. Pelo contrário, a expectativa do setor é de novos aumentos, acompanhando as oscilações do mercado internacional do petróleo.