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Geral

Supra Sementes apresenta novas cultivares de milho que prometem mais produtividade no campo gaúcho

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

Na última terça-feira (31), Passo Fundo recebeu o lançamento de duas novas cultivares de híbridos de milho de alto rendimento.  O evento foi promovido pela Supra Sementes, no Palazzo Centro de Eventos, reunindo produtores, parceiros e profissionais do agronegócio.  Em entrevista a Uirapuru, o diretor da área de milho da Supra Sementes, Marcelo Salles, destacou que o lançamento marca um novo momento da marca após a aquisição pela GDM.

Ele explicou que este é o primeiro grande resultado do programa de melhoramento genético voltado especificamente para o produtor gaúcho, com materiais adaptados às condições da região subtropical, que enfrenta variações como períodos de seca e excesso de chuva.  Marcelo também ressaltou a importância do Rio Grande do Sul para o setor, especialmente por ainda manter forte a cultura do milho na safra principal, diferente de outras regiões do país que migraram para a safrinha. Segundo ele, isso garante oferta de grãos em períodos diferentes e fortalece o mercado./ Sobre os lançamentos, detalhou que são dois híbridos com características distintas.

Um deles é hiperprecoce, voltado para produtores que buscam ciclo mais rápido e possibilidade de cultivo posterior de soja.  O outro apresenta alto teto produtivo e maior estabilidade, indicado para diferentes ambientes de produção. O diretor ainda destacou o crescimento do uso do milho na produção de etanol, apontando que o Brasil vem se consolidando como um importante produtor de biocombustível a partir do grão, ampliando as oportunidades de mercado para os agricultores.

O gerente regional da empresa, Luciano Leske, destacou a realidade do milho no Estado e o potencial produtivo da cultura.  Ele lembrou que o Rio Grande do Sul já teve uma área maior dedicada ao milho, mas que houve redução ao longo dos anos, principalmente por fatores econômicos e pela expansão da soja.  Mesmo assim, destacou que a cultura segue sendo estratégica para a rotação e sustentabilidade do solo.

Luciano afirmou que, com o avanço da genética, a produtividade tem superado expectativas, chegando a patamares de até 15 mil quilos por hectare em áreas de sequeiro e 18 mil quilos em áreas irrigadas.  Segundo ele, a irrigação é um dos principais fatores para garantir estabilidade na produção, especialmente diante das variações climáticas frequentes no Estado.