Obras na pista do Aeroporto de Guarulhos reduzem voos e impactam rota para Passo Fundo
O Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, está operando com apenas uma pista para pousos e decolagens desde o dia 29 de março e seguirá assim até 30 de abril. A medida, conforme a concessionária GRU Airport, ocorre devido a obras de infraestrutura na outra pista. A intervenção prevê a construção de uma nova pista de taxiamento de saída rápida, além da ampliação de outra via de táxi. Esse tipo de estrutura permite que aeronaves deixem a pista principal com mais agilidade após o pouso, liberando o espaço para novas operações e aumentando a eficiência do aeroporto.
Com a limitação operacional, o número de voos no terminal, que é o mais movimentado da América Latina, tende a ser reduzido ao longo do período. Em condições normais, o aeroporto opera com duas pistas paralelas, permitindo pousos e decolagens simultâneas. A redução na capacidade de Guarulhos já começa a impactar diretamente passageiros da região norte do Rio Grande do Sul, atendidos pelo Aeroporto Lauro Kortz de Passo Fundo.
Um dos principais reflexos ocorre nos voos de conexão operados pela LATAM Airlines. De acordo com informações apuradas pela Uirapuru, houve alterações na malha aérea, especialmente no voo do final da tarde, que em alguns dias passou a ser remanejado para o período da manhã. As mudanças ocorrem de forma intermitente, exigindo atenção redobrada dos passageiros. Na terça-feira (31), por exemplo, a Latam já operou apenas com o voo da manhã, o que será mantido nos próximos dias apenas neste turno. Outra companhia que opera de Guarulhos para Passo Fundo é a Gol, porém, na terça-feira (31) teve seu roteiro dentro do previsto no Aeroporto Lauro Kortz. A Azul tem rota para outro aeroporto em São Paulo, sendo o Viracopos, em Campinas/SP, que não passa pelo mesmo problema.
Paralelamente , a A Agência Nacional de Aviação Civil- ANAC, proibiu, no último dia 29, a operação de aeronaves de maior porte no local após constatar o descumprimento de exigências de infraestrutura e segurança previstas na regulamentação da aviação civil. A restrição atinge especificamente aviões classificados como categoria 4C, que possuem maior envergadura e demandam condições mais rigorosas de operação. Entre os principais pontos não atendidos estão a largura adequada da pista de pouso e decolagem, a manutenção das faixas laterais livres de obstáculos, a delimitação da área de segurança no fim da pista e a ausência de equipamentos obrigatórios para operações noturnas com maior precisão, como o sistema de aproximação.
De acordo com o Departamento Aeroportuário do Rio Grande do Sul, as companhias aéreas já ajustaram suas operações para se adequar ao cenário desde 2025. Apesar da restrição, o governo estadual afirma que não há previsão de impacto relevante na conectividade aérea da cidade nos próximos 180 dias, já que TODAS as aeronaves que operam no local estão dentro da categoria aceita.
Atualmente, operam no aeroporto aeronaves Airbus A319, A320 e A320 Neo, utilizadas por Latam e Azul, além do Boeing 737-800, da Gol.