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Geral

VÍDEO: Afroempreendedorismo e sustentabilidade ganham destaque no South Summit Brasil 2026

Públicado em Por RD Uirapuru / Arthur Costa

O South Summit Brasil 2026 abriu espaço nesta sexta-feira para um debate prático sobre o fim do desperdício na indústria criativa. Cadu Guerreiro e Ana Mack, fundadores do Quilombo da Arte, apresentaram como aplicam a economia circular há duas décadas para transformar sobras de produção em produtos de alto valor agregado.

O foco do projeto é a bioestamparia e a criação de acessórios sustentáveis. Cadu explicou que papéis de sublimação, que normalmente virariam lixo, são convertidos em embalagens para as camisetas da marca.

“O Brasil descarta 8 mil toneladas de papel por ano. Deixar de descartar o meu próprio peso em papel já é um passo”, afirmou.

O modelo de negócio da dupla vai além da reciclagem convencional. Ana Mack utiliza conchas do litoral gaúcho e tingimento natural com cascas de alimentos para criar suas joias, enquanto retalhos de um alfaiate senegalês radicado em Porto Alegre são reaproveitados para forrar botões e compor novos acessórios. Essa estratégia de circularidade garante preços baixos ao consumidor, mantendo a competitividade das peças mesmo em um cenário econômico difícil.

Para Ana, a educação ambiental é o pilar central. O grupo compartilha técnicas de reaproveitamento em escolas e oficinas, reforçando que a sustentabilidade não é um plano para o futuro, mas uma necessidade urgente de mercado e sobrevivência. “Precisamos reaprender como viver em coletivo”, pontuou a designer.

O trabalho do Quilombo da Arte pode ser acompanhado pelo Instagram oficial do projeto (@kilombo_da_arte).