Metade da água para o consumo humano no planeta está contaminada causando doenças intestinais
O programa Uirapuru Ecologia do último sábado abordou o tema a água como fator de saúde, com participação do médico gastroenterologista, Carlos Antônio Madalosso, que já escreveu sobre o assunto no livro “Envelhecendo com saúde”.
Segundo o médico, a água potável, indispensável para o ser humano, está cada vez mais diminuindo, mesmo ocupando 73% da área total do planeta. Madalosso destacou que 97% desse percentual de recurso disponível é de água salgada e imprópria para o consumo, restando 3% de água doce.
Ainda conforme ele, 77% desse recurso estão nas geleiras, 22% estão no subsolo ou nos aqüíferos e restando apenas 0,03% de água potável, distribuída entre lagos, rios e evaporação. Porém, Madalosso destacou que segundo análise feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 50% das águas superficiais de lagos e rios está contaminada.
O resultado é uma média assustadora de 4 bilhões de crises de doenças por ano, principalmente infecções intestinais, atingindo um a cada dois habitantes da terra.
Para Madalosso, a escassez de água potável é devido a falta de conscientização da população, principalmente no Brasil, onde a poluição nos rios é mais acentuada.
A redução de água potável vem sendo substituída pelo consumo da mineral. Madalosso alerta que a água mineral é considerada medicamentosa para algumas pessoas, porém, para algumas pessoas ela é prejudicial podendo afetar quem tem problemas renais e hipertensão.
Segundo o gastroenterologista, Carlos Antônio Madalosso, para evitar problemas de saúde a dica é não expor ao sol as garrafinhas da água, evitando que o calor faça com que o plástico libere substâncias nocivas ao organismo. Já para quem consome água de poço artesiano o ideal é fervê-la antes de ser bebida.