Prontuário eletrônico e receitas digitais marcam evolução da saúde local
Hoje a medicina em Passo Fundo já conta com inteligência artificial nos grandes hospitais locais e também no auxílio do trabalho médico em geral. Mas, o caminho percorrido até este ponto foi longo e marcado por inovações que contribuíram para qualificar a saúde da população. No aspecto municipal, ainda em 2013, Passo Fundo aderiu ao prontuário digital. A iniciativa é federal e, naquele ano, chegou com a missão de interligar os dados dos pacientes para que o histórico, os dados e o resultado de exames fossem acessados em qualquer unidade de saúde local, independente do bairro.
Em 2016, a implantação ganhou velocidade e chegou a 23 unidades de saúde locais com adesão ao sistema, número que, com os anos posteriores, alcançou 100%. A secretária adjunta de Saúde, Caroline Gosch, explicou que o prontuário digital traz diminuição de gastos e exames desnecessários para a cidade, uma vez que tudo está interligado com o histórico dos pacientes. Quando a pessoa consulta em outros CAIS ou unidades de saúde, o histórico e exames chegam até o profissional, ajudando também no diagnóstico.
Já na pandemia, em 2020, com as restrições de contato, as receitas digitais, que dizem respeito às consultas médicas e não simplesmente a um prontuário de saúde, ganharam força e hoje estão consolidadas no meio médico. O assunto foi destaque nesta semana na Uirapuru, com a informação trazida pelo CREMERS de que já são, desde 2020, cerca de 18 milhões de documentos emitidos no Estado.
Trazendo uma visão local, o secretário Municipal de Saúde, que também é médico, Diego Farias, destacou a grande vantagem da praticidade em emitir as receitas de forma remota e enviar até pelo WhatsApp. Explicou que a modalidade digital contribui para a redução de erros, como por exemplo as receitas manuscritas com letra ilegível. Também traz maior segurança e rastreabilidade dessas receitas com assinatura digital, podendo ser identificado quem prescreveu, quando e por quem foi solicitado.
Além disso, integra sistemas de saúde, facilitando o acesso ao histórico do paciente e contribuindo diretamente para o tratamento. Outro ponto é a dificuldade enfrentada por alguns pacientes, especialmente idosos e pessoas com baixa alfabetização, que podem ter problemas para acessar as receitas digitais. No geral, as receitas digitais, aliadas à digitalização do atendimento, representam uma mudança positiva na saúde, trazendo mais praticidade, segurança e eficiência para os pacientes.