Regras próprias protegem animais durante os rodeios gaúchos
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou na última quinta-feira a validade de uma lei do Ceará que regulamentou a vaquejada. A decisão abre caminho para que a prática seja banida em todo o país, se forem julgadas ações de amplitude nacional.
Por seis votos a cinco, os ministros da mais alta corte do país declararam que a vaquejada não é um apenas um esporte ou atividade cultural, mas uma forma de tratamento cruel aos animais. Pela prática, dois peões montados a cavalo tentam derrubar um boi pelo rabo. A cena é comum, principalmente em festas tradicionais de estados nordestinos.
No Rio Grande do Sul temos o Rodeio, onde o peão tenta laçar o animal. Mas será que este tipo de decisão judicial poderá um dia chegar ao Rio Grande do Sul e se interpor na nossa cultura também?
A coordenadora da 7ª Região Tradicionalista, Gilda Galeazzi, afirmou que o Movimento Tradicionalista Gaúcho já pensou nesta possibilidade e, há um bom tempo, estipulou regras para a prática.
Destacou que o rodeio é uma prática cultural e não esportiva, onde a legislação própria do MTG estipula que os animais não podem participar mais de dez vezes no mesmo dia da atividade, além de punir quem maltratar os animais, o que garante a continuidade da atividade.