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Cidade

Coleta do lixo segue interditada pela via norte e garis vêm até a Uirapuru para reclamar

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A Via Norte, empresa responsável pela coleta de Lixo nos bairros de Passo Fundo, segue interditada para realizar o trabalho.

 

O Ministério do Trabalho proibiu a Via Norte de realizar o recolhimento alegando riscos aos garis, que andam pendurados no caminhão, realizam esforço repetitivo ao erguer o lixo e são, no entendimento do órgão, em número insuficiente para cobrir a cidade, o que causa sobrecarga de trabalho.

 

No segundo dia de interdição da coleta de lixo pela empresa Via Norte de Passo Fundo, um grupo de pelo menos 20 garis veio até a Uirapuru para reclamar sobre a decisão do Ministério do Trabalho, que, segundo o órgão, foi tomada justamente para proteger estes trabalhadores.

 

Em entrevista na Uirapuru, que abriu os microfones mais uma vez ao povo, o Gari Rodrigo Ferreira Maciel, que trabalha nesta profissão há 16 anos, pediu desculpas para a comunidade pelos transtornos. Conforme ele, todos os garis querem retornar o mais rápido possível ao trabalho.

 

Destacou que todos são acostumados a andar na plataforma do caminhão, não tendo conhecimento de acidentes com colegas seus. Sobre o risco de se cortarem com vidro ou outro material, afirmou que isso depende da consciência da população, que deve colocar este material dentro de garrafas plásticas vazias e não do ministério do trabalho.

 

Lembrou que a profissão possui riscos, como muitas outras, mas que todos estão conscientes e querem retornar o quanto antes para suas tarefas.

 

Ministério do Trabalho afirma que garis correm riscos e sistema de coleta de lixo precisa ser revisto em muitas outras cidades

 

Participando na programação da Uirapuru, a auditora do Ministério do Trabalho de Passo Fundo, Renata Barberato, afirmou que os garis de Passo Fundo correm grandes riscos no desempenho de suas funções, o que motivou a interdição da Via Norte.

 

Conforme ela, foram analisados diversos acidentes de trabalho registrados pelos trabalhadores, e citou o  caso onde um dos garis foi prensado pelo próprio caminhão de coleta, além de um risco muito grande quando o caminhão freia no trânsito, podendo o trabalhador parar dentro da prensa ou bater a cabeça.

 

A auditora explicou que, por muitos anos a coleta foi feita de forma errada e o Ministério do Trabalho resolveu intervir diante dos últimos acontecimentos. Destacou que este tipo de ação vai acontecer em mais cidades da região em breve, a exemplo de muitas outras que já estão se adequando.